Traduzido livremente de: http://www.thedevineevidence.com/jesus_similarities.html
Nesta seção, iremos investigar as supostas semelhanças entre Jesus e outros deuses que levam os críticos a especularem se os aspectos da vida de Jesus foram copiados de outras figuras da Antiguidade. Após examinar os verdadeiros textos das religiões em questão a maior parte das semelhanças irão se revelar inexistentes, tendo sido na verdade inventadas por autores que se aproveitam da ignorância dos leitores de religiões antigas.
O esboço para esta discussão é o seguinte:
1) Introdução
2) Precauções de Discernimento
3) Krishna
4) Buda
5) Hórus
6) Zoroastro
7) Mithra
8) Attis
9) Dionisio-Baco
10) Supostos deuses Crucificados
11) Conclusão
Introdução
Se você pesquisar na Internet por semelhanças entre Jesus e os deuses pagãos, irá se deparar com inúmeros resultados apresentando as mesmas informações erradas, as quais não fornecem nenhuma fonte religiosa original para validar suas reivindicações. No entanto, se você pesquisar os textos religiosos dos personagems em questão será presenteado com informações precisas revelando que a alegação de que a história de Jesus foi furtada dos mitos pagãos é absolutamente falsa. Para sua conveniência, forneço links ao longo deste debate para os textos religiosos originais, assim você poderá ver por si mesmo que a "Teoria da Cópia Pagã”, foi totalmente forjada.
Objeção dos Céticos: Mas estes personagems existiam antes da suposta vida de Jesus. A cronologia sozinha torna toda esta discussão inútil.
Resposta: Um fato importante a se ter em mente enquanto lemos esta seção sãos as cerca de 300 profecias messiânicas detalhadas em relação à vida, morte, e ministério de Jesus encontradas no Antigo Testamento. As profecias abrangeram um período aproximado de 450 à 1500 anos antes de Seu nascimento. A acusação de que os cristãos plagiaram os relatos de outros personagems no primeiro século ignora o fato de que conceitos como o nascimento virginal, a ressurreição, e a unidade entre Pai e Filho, antecedem a maioria do deuses citados neste artigo.
Além disso, muitos dos textos religiosos contendo os personagems e as supostas semelhanças reivindicadas pelos críticos surgiram após a conclusão da Bíblia cristã. A maioria dos textos religiosos relacionados a estas figuras foram acrescentados ao longo dos séculos, com os aspectos de suas vidas tornando-se mais espectaculares e de forma suspeita semelhantes ao cristianismo. Uma Importante diferença entre Cristo e os outros deuses neste artigo é a existência de fatos comprováveis cercando a vida de Jesus: sabemos o ano aproximado de Seu nascimento e morte, existem inúmeros registros que comprovam Sua existência, acontecimentos históricos precisos que ocorreram em torno de Sua vida são mencionados nos textos cristãos, e podemos traçar as origens das crenças judaico-cristã. A maior parte dos outros deuses em questão não posssuem um local de origem documentado e não são mencionadas datas precisas ou aproximadas de quando os alegados eventos ocorreram.
Independentemente disso, uma vez que iremos demonstrar que as alegações de cópia são falsas, o argumento de quem apareceu primeiro mostra-se irrelevante.
Objeção dos Céticos: De que forma a menção dos acontecimentos históricos prova a exatidão da Bíblia? Muitos autores de ficção incorporam pessoas reais ou locais em suas obras para dar ao enredo um toque de realidade. Como pode ser diferente com a Bíblia?
Resposta: Precisão histórica por si só não é prova da inerrância da Bíblia mas atesta sua confiabilidade. Se a Bíblia apenas mencionasse locais e pessoas imaginárias como muitos dos textos pagão fazem, isso certamente prejudicaria sua autênticidade.
Precauções de Discernimento
Quero que mantenha as seguintes coisas em mente da próxima vez que se deparar com a teoria da cópia pagã. Faça a si mesmo as seguintes perguntas baseadas na lógica e você verá que a maioria das afirmações desmoronam imediatamente.
TERMINOLOGIA Uma coisa a se observar quando apresentado às alegações da teoria da cópia pagã é a utilização da terminologia judaico-cristã. Houveram muitas religiões ao longo da história cujos membros participaram de rituais de banhos, mas que não eram batismos. Grupos políticos e religiosos podem ter celebrado refeições coletivas, mas não era uma Eucaristia. Fiéis podem considerar seus deuses algum tipo de salvador, mas eles não são chamados de Messias. Religiões podem falar de uma vida após a morte, mas essa descrição não consiste de lugares conhecidos como Céu e Inferno. Os críticos podem usar esses termos para fazer suas conexões parecerem mais convincentes porém este é um mau uso da terminologia, pois estas palavras são normalmente de origem Judaico-cristã.
PERÍODO Quando apresentado à provas comparativas, pergunte-se:
1) Os antigos deuses precederam as profecias messiânicas do Antigo Testamento? (a maioria Não)
2) O período das evidências antecede o cristianismo? (Muitos textos religiosos e relevos são posteriores ao cristianismo)
3) Tais personagems antecedem a vida de Jesus? (figuras como Apolônio de Tyana não!)
LOCALIZAÇÃO Se os críticos afirmarem que uma figura da América do Sul, como por exemplo Quetzalcoatl, influenciou o cristianismo, obviamente que esta é uma falsa afirmação, se também acreditarmos que as Américas ainda não foram descobertas.
SIMBOLISMO Pergunte-se que simbolismo está por trás desses paralelos. Tal como a maioria dos grupos políticos e religiosos da antiguidade, uma seita poderia ter comemorado uma refeição coletiva, mas que não possuia o mesmo significado da
Eucaristia Cristã. Os membros de tais grupos podem ter considerado sua divindade um salvador, mas não o consideravam um salvador dos pecados e da perdição, etc
FONTES Veja, quer as alegações sejam ou não provenientes de textos sagrados da religião em questão (a maioria dificilmente é). A maior parte das referências simplesmente cita fontes secundárias de autores do mesmo tipo. Quando citam uma fonte religiosa, grande parte dos críticos não especifica o livro, volume ou o número do verso, ainda que eles de imediato façam a citação do exato lugar onde a "cópia" pode ser encontrada na Bíblia cristã. Peça por referências específicas com relação ao lugar em que as evidências podem ser encontradas nos próprios textos religiosos. Por fim, como veremos em toda esta discussão, a maioria desses textos religiosos não têm um cânon oficial como a Bíblia cristã. Estes textos foram admitidamente alterados e adicionados ao longo dos séculos. Quando os críticos citarem uma fonte de um outro texto, pergunte-se se esta evidência é ou não encontrada em um texto que antecede o cristianismo (esse não é o caso de grande parte dos textos).
Krishna
No hinduísmo, acredita-se que Krishna seja o oitavo avatar de Vishnu, a segunda expressão da trindade hindu. Praticamente cada correlação entre Krishna e Jesus pode ser rastreada até Kersey Graves, um autor do século 19 que acreditava que o cristianismo foi criado a partir de mitos pagãos. Apesar de suas obras terem sido comprovadas por estudiosos como sendo falsas e mal pesquisadas (Fonte), muitos inadvertidamente ainda referem-se a seus argumentos não sabendo que eles são facilmente refutados pela simples comparação da Bíblia com os textos hindus.
A DEFINIÇÃO DE KRISHNA Embora muitos críticos afirmem que Krishna significa Cristo, Krishna, em sânscrito na realidade é traduzido como (O) Negro pois acreditava-se que Krishna tinha a pele azul mulato. A palavra Cristo é literalmente traduzida como O Ungido. Quando os céticos, por sua vez, soletram Krishna como Chrishna ou Christna, esta é uma tentativa grosseira de espalhar mais desinformação e de reforçar suas teorias errôneas.
UM NASCIMENTO VIRGINAL Nunca é atribuído à Krishna pois seus pais tiveram sete filhos antes dele. Além disso, o nascimento virginal não foi um novo conceito inventado pelos cristãos. O livro de Isaías (escrito cerca de 700 aC) falou de um Messias que nasceria de uma virgem. Esta profecia já estava em circulação 700 anos antes de Jesus e pelo menos, 100 anos antes de Krishna. (Isaías 7:14) Os críticos alegam que Krishna nasceu da virgem Maia, mas de acordo com os textos Hindus, ele foi o oitavo filho da princesa Devaki e de seu marido Vasudeva: "Tu foste gerado da divina Devaki e de Vasudeva para protegeres Brahma sobre a terra." Mahabharata Bk 12, XLVIII
MASSACRE INFANTIL Críticos alegam que um governante tirânico emitiu um decreto para matar todas as crianças do sexo masculino antes do nascimento de Krishna, mas as lendas hindus declaram que os seis primeiros filhos de Devaki foram assassinados por seu primo, o rei Kamsa, devido a uma profecia de que ele seria morto pelas mãos de um dos filhos dela. Ao contrário de Herodes, que emitiu um decreto para massacrar todos os meninos abaixo dos dois anos de idade, a versão hindu nos diz que o rei Kamsa direcionou-se somente contra os filhos de Devaki. Ele nunca emitiu um decreto para matar indiscriminadamente bebês do sexo masculino: "Portanto, nasceram seis filhos de Devaki ,mas Kamsa também matou secessivamente estes seis filhos a medida que nasciam. "Bhagavata, Bk 4 º, XXII: 7
A FUGA DOS PAIS Críticos afirmam que embora os pais de Krishna tenham fugido para Mathura a fim de escapar de Kamsa, os pais de Jesus fugiram para Muturea a fim de escapar de Herodes. Mas a Bíblia nos diz que Maria e José fugiram para o Egito, e não para algum lugar desconhecido chamado Muturea. Além disso, os textos hindus nos dizem que os pais de Krishna nunca tiveram uma chance de fugir, eles foram aprisionados por Kamsa para que ele pudesse matar Krishna assim que este nascesse: “que crimes [Vasudeva] e sua esposa Devaki haviam cometido? Porque Kamsa matou os seis filhos pequenos de Devaki? E por que motivo [Vishnu] encarnou a si mesmo como o filho de Vasudeva na prisão de Kamsa?” Bhagavata, Bk 4 º, I :4-5 e Fonte
PASTORES, REIS MAGOS, UMA ESTRELA, E UMA MANGEDOURA Nenhuma menção de pastores ou Reis Magos aparece no nascimento de Krishna. Krishna nasceu em uma prisão (não um estábulo como sugerem os críticos), onde seus pais o criaram em segredo. É improvável que tais visitantes chegariam apenas para alertar Kamsa da presença de Krishna!
PAIS CARPINTEIROS Assim como o pai terreno de Jesus, diz-se que o pai de Krishna também foi um carpinteiro. Entretanto,em lugar algum dos textos Hindus está escrito que Vasudeva foi um carpinteiro. Na realidade, somos informados que ele foi um nobre nos palácios reais de Mathura uma vez que era casado com a princesa Devaki. Quando Krishna fugiu da ira de Kamsa com seus pais adotivos, somos informados que seu pai adotivo Nanda foi um vaqueiro: "Tu és o mais amado de Nanda, o vaqueiro" Bhagavata, Bk 8 º, I, 743 pg
A CRUCIFICAÇÃO Embora os críticos afirmem que Krishna foi crucificado, isto não é mencionado em nenhum lugar nos textos Hindus. Pelo contrário, somos informados exatamente como ele morre: Krishna está meditando na floresta quando é atingido acidentalmente no pé pela flexa de um caçador. Os céticos realmente tentam ampliar isso ao alegarem que a flexa que atingiu Krishna o pregou à uma árvore, crucificando-o portanto. Eles também apontam a semelhança entre suas feridas no pé e as mãos e pés perfurados de Jesus. No entanto, se eu estivesse entalhando minhas iniciais em uma árvore e acidentalmente pregasse meu pulso ao tronco, a idéia de dizer que fui crucificado seria absurda. Esta história está mais relacionada à morte de Aquiles na Mitologia Grega, do que qualquer outra coisa: "Um caçador cruel de nome Jara chegou lá então, procurando cervos. O caçador, confundindo [Krishna], que estava estirado sobre a terra em posição de Yoga, com um cervo, o perfurou no calcanhar com uma seta e rapidamente chegou àquele local para capturar sua presa." Mahabharata, Book 16, 4
A RESURREIÇÃO Embora os críticos afirmem que Krishna desceu para a sepultura por três dias e apareceu à muitas testemunhas, não existe qualquer prova disto. Pelo contrário, o verdadeiro relato diz que Krishna imediatamente retorna à vida e fala apenas com o caçador perdoando-lhe por seus atos: "Ele [o caçador] tocou os pés de
[Krishna]. O espírito elevado o confortou e, em seguida, subiu em direção ao céu, enchendo todo o firmamento de glória... [Krishna] alcançou sua própria região inconcebível." Mahabharata, Book 16, 4 A seguir algumas diferenças óbvias entre as resurreições de Jesus e Krishna:
· A ressurreição de Jesus derrotou o poder do pecado e da morte. A ressurreição de Krishna não teve efeito real sobre a humanidade.
· Jesus apareceu para cerca de 500 testemunhas oculares no Novo Testamento. Krishna apareceu apenas para o caçador.
· Jesus levantou dos mortos três dias depois. Krishna retonou à vida imediatamente.
· Jesus não sobe ao Céu até depois da Grande Comissão. Krishna “ascendeu” imediatamente para a eternidade.
· Jesus estava ciente do que estava acontecendo. Krishna não tinha conhecimento de sua morte.
· Jesus ascendeu para um domínio físico (Céu). Krishna transcendeu para um estado mental (ou região inconcebível). Os conceitos entre Céu (no cristianismo) e Nirvana (no Hinduísmo) diferem grandemente.
A ÚLTIMA CEIA Diz-se que Krishna celebrou uma última ceia, mas dois argumentos apresentam evidências de que este evento nunca ocorreu:
1. Não há nenhuma menção de que Krishna celebrou uma última ceia em qualquer dos textos hindus.
2. Pelo fato de que Krishna não tinha conhecimento de sua morte, não há razão para ele ter comemorado tal acontecimento!
ESMAGANDO A CABEÇA DA SERPENTE Gênesis 3:15 é uma profecia messiânica metafórica que se refere à batalha espiritual entre Jesus e Satanás. Embora os críticos afirmem que Krishna também era referido como a semente da mulher o qual esmagou a cabeça da serpente, esta frase nunca é usada como referência para Krishna. A única coisa que ocorre é uma batalha literal de Krishna nos encontros reais com serpentes. Mahabharata, Bk 7, LXXXI e Mahabharata
ALGUMAS POSSÍVEIS REFERÊNCIAS
· Krishna foi a encarnação humana de Vishnu. Esta parece ser uma descrição um pouco precisa, mas a verdadeira tríade Hindu consiste de Vishnu, Shiva e Brahma. Não Vishnu, Krishna, e uma divindade espiritual.
· Krishna teve um nascimento suntuoso. (Embora Krishna fosse descendente direto da corte real de Mathura, Jesus era da linhagem real de Davi, mas nascido na pobreza sob a paternidade de José e Maria).
· Krishna foi visto como um Salvador. (Embora Jesus tenha sido um salvador eterno e espiritual que salvou Seu povo da perdição, Krishna foi um salvador guerreiro terreno, que libertou seu povo do reinado ditatorial de Kamsa).
· Krishna jejuava frequentemente na floresta. A única referência possível que pude encontrar para tal afirmação foi que ele frequentemente se refugiava na floresta para meditar.
ALGUMAS REFERÊNCIAS ERRÔNEAS
· Krishna nasceu em uma caverna. Na verdade, nem Jesus nem Krishna nasceram em cavernas. Krishna nasceu em uma cela de prisão e a única referência de que Jesus nasceu em uma caverna está nos textos apócrifos.
· Krishna viveu uma vida sem pecados. Enquanto a Bíblia deixa claro que Jesus não cometeu pecados durante Sua vida, os textos Hindus admitem a prosmicuidade e os inúmeros casos sexuais de Krishna.
· Krishna nasceu em 25 de dezembro. Na realidade, a comemoração do aniversário de Krishna, também conhecida como Krishna Janmaashtami, é comemorada no mês hindu de Bhadrapadha, que corresponde ao mês de Agosto. Além disso, é pouco provável que Jesus tenha nascido nesta data. O natal só é comemorado nesta data por causa da tradição.
· Krishna moveu uma pequena montanha para proteger um vilarejo de uma catástrofe. Jesus declara “Se tivésseis fé como um grão de mostarda, diríeis a esta amoreira: Desarraiga-te daqui, e planta-te no mar”. Diferentemente do conceito de mover montanhas, qualquer um pode ver que estas duas afirmações não têm nada essêncialmente em comum. Krishna descreve uma proeza física, enquanto que Jesus usa uma metáfora para exemplificar o poder da fé.
CONCLUSÃO Os textos Hindus reconhecidamente foram alterados e adicionados ao longo dos séculos. Várias comparações dos mais recentes e antigos textos relativos à história de Krishna revelam muitas histórias sendo adicionadas em textos posteriores conhecidos como Puranas (400-1000 dC), Bhagavata (400-1000 dC), e Harivamsa, (100-1000 dC). Estudiosos comprovaram que estes textos foram escritos após a vida de Jesus.
Objeção dos Céticos: De acordo com a tradição hindu, acredita-se que os Bhagavata Purana foram escritos por Vyasa, por volta de 3.100 aC. Ele menciona o rio Védico Sarasvati cerca de 30 vezes que acredita-se tenha secado por volta de 2.000 aC.
Resposta: Isto é citado frequentemente como um argumento para uma data anterior do Bhagavata. No entanto, não se sustenta por muitas razões. O fato de o Bhagavata Purana mencionar o inexistente Rio Védico Sarasvati não é mais prova de uma antiga data de autoria, do que comprovar uma antiga data se eu tivesse escrito uma novela
baseada no tema dos Jardins suspensos da Babilônia. A menção do rio antigo nada mais prova do que o conhecimento de sua existência histórica. Também não há registro da existência de qualquer destes textos antecedendo o primeiro século dC. Mesmo quando os mais antigos textos hindus estavam em circulação, os livros relacionados aos muitos detalhes sobre a vida de Krishna não foram incluídos. Finalmente, a língua e a gramática do Bhagavata Purana não são consistentes com as mais antigas línguas da Índia.
Gautama (O Buda)
Acredita-se que Gautama, tenha vivido entre 563 - 483 aC. Gautama nasceu numa classe guerreira sob o sistema de castas da Índia e posteriormente atingiu a iluminação para se tornar o Buda (ou o iluminado) e o fundador do budismo. Assim como Zoroastro (mais abaixo), muito pouco foi escrito sobre ele durante sua vida, com os relatos tornando-se cada vez mais incríveis ao longo do tempo.
NASCIMENTO VIRGINAL Gautama nasceu da relação de Suddhodana e sua esposa de vinte anos, Maya. Embora os críticos afirmem que Maya era uma virgem, temos de compreender que esse não era o caso uma vez que ela era a esposa favorita do rei. Além disso, Os Atos de Buda reconhecem Maya e Suddhodana como tendo relações sexuais (os dois provaram das delícias do amor...), embora eu considere justo destacar que a maioria das traduções em Inglês não contêm essa declaração.
Um relato detalhado do nascimento de Gautama pode ser encontrado aqui. Apesar de Maya ser retratada como virtuosa e pura de espírito, a idéia de uma virgem nunca é mencionada em relação ao nascimento de Buda. No máximo, foi uma transferência de útero como na história de Krishna:
“O mais Excellente de todos os Bodissatvas caiu imediatamente do seu lugar entre os residentes de Tushita no céu, e movendo-se através dos três mundos, de repente tomou a forma de um enorme elefante de seis dentes tão brancos como o Himalaia,
E entrou no útero de Maya.” Buda Karita 1:18
Objeção dos Céticos: Será que a semelhança entre os nomes Maria e Maya contém algum significado?
Resposta: Apesar de semelhantes em suas traduções no Inglês, suas formas e traduções originais são completamentem diferentes. Maya, no sânscrito, significa Ilusão enquanto Maria (Maryam) traduzida a partir do hebraico quer dizer Amarga.
REIS MAGOS não consegui encontrar nenhuma menção de Reis Magos em qualquer texto budista, mas encontrei o seguinte em escritos Pós-Crisitanismo:
Versão 1: Um eremita (não um Rei Mago) visita o rei para transmitir a informação que ele recebeu dos deuses de que o filho do rei se tornará um grande líder religioso. Após ouvir isto, Brahmans (e não Reis Magos) decidem dedicar seus filhos dependendo do resultado da profecia.
"Um filho nasceu na família de Suddhodana o rei. Trinta e cinco anos a partir desse momento e ele irá se tornar um Buda... Quer o jovem príncipe se torne um Buda ou um rei, cada um de nós vai entregar um filho: de modo que, se ele tornar-se um Buda, terá seguidores e estará rodeado por monges da casta de guerreiros; e se ele tornar-se um rei, estará cercado por nobres da casta de guerreiros ". Jataka I: 55,57
Versão 2: Na ocasião do nascimento de Gautama, um vidente (não um Rei Mago) diz para Suddhodana que Gautama tornar-se-á um grande líder religioso:
"Um grande vidente chegou ao palácio do rei."Teu filho nasceu para o bem do supremo conhecimento. Tendo renunciado seu reino, indiferente a todos os assuntos mundanos, ele irá brilhar como uma estrela do conhecimento a fim de destruir as trevas no mundo". Buda-Karita 1:54,62,74
PRESENTEADO COM OURO, INCENSO, E MIRRA Novamente, não encontro nenhuma menção de tal ocorrência, exceto por uma correlação forçada em um texto posterior à era cristã. Somos informados que os deuses (não Reis Magos) presentearam Gautama com sândalo, chuva, vitória régias, flor de lótus (símbolos budistas). Isto não deve surpreender pois os nascimentos na realeza são frequentemente celebrados com festas e presentes!
"A partir do momento em que ele nasceu aquele que possui mil olhos o carregou gentilmente, belo como um pilar dourado. Duas correntes de água pura cairam do céu com muitas flores de Mandara sobre sua cabeça. Os senhores yaksha permaneciam ao seu redor guardando-o com lótus douradas nas mãos. Os grandes dragões observavam com olhar de intensa devoção, e o abanavam espalhando flores de Mandara sobre ele. E de um céu sem nuvens caiu uma chuva cheia de lótus e lírios, perfumada com sândalos." Buda Karita 1:27,36,38,40
GUIADOS POR UMA ESTRELA Não exite menção de um sinal celeste, mas encontrei semelhanças forçadas em textos posteriores ao Cristianismo:
Versão 1: Os Brahmans buscam sinais de Buda em Gautama para determinar se ele será um rei ou um líder religioso. Os sinais não implicam avisos celestes mas características físicas que um Buda deveria ter:
"Eles pediram [os Brahmans] para observar as marcas e características do futuro Buda, e para profetizar sua fortuna. Se um homem possuindo tais marcas e características continuar na vida doméstica, ele se torna um Monarca Universal. Se ele retirar-se do mundo, torna-se um Buda." Jataka 1:56
Versão 2: Embora os deuses tenham enviado sinais milagrosos por meio da natureza, a aparição de uma estrela guiando o profeta nunca é citada. No entanto, somos informados exatamente quais eram esses sinais:
"Duas correntes de água jorrando do céu, brilhantes como raios da lua, tendo o poder do calor e do frio, cairam sobre a transcendente e benigna cabeça do escolhido para refrescar seu corpo... Os deuses armaram uma tenda branca no céu e em seu conhecimento supremo sussurraram as mais altas bênçãos... Então, tendo aprendido através dos sinais e do poder de suas penitências que este nascimento destruiria todos os outros, o grande vidente Asita chegou ao palácio real. Então, o grande vidente contemplou maravilhado o filho do rei, seus pés estavam marcados com um círculo, os dedos das mãos e dos pés estavam colados, um círculo de cabelo entre suas sobrancelhas, e com sinais de vitalidade como um elefante". Buda Karita 1:35,37,5465
25 DE DEZEMBRO O nascimento de Gautama na realidade é comemorado por seus seguidores durante a primavera no mês de Vesak (embora já tenhamos demonstrado que esta data é insignificante para a história de Jesus).
TENTADO POR UM REI PERVERSO Não há nenhuma menção à uma tentação na vida de Gautama. A única informação é que seu pai monarca tenta persuadi-lo a se afastar de uma vida religiosa de servidão, ao seduzi-lo com privilégios da realeza. Quando o profeta diz ao rei que seu filho verá quatro sinais que o levarão à sua vocação religiosa, o rei ordena aos guardas que cerquem a criança para impedir tal acontecimento. Fonte
"Então, disse o rei, ‘O que meu filho verá que irá fazê-lo renunciar o mundo?’ ‘Os quatro sinais’. ‘Que quatro sinais?’ ‘Um velho de idade avançada, um homem doente, um homem morto, e um monge.’ ‘Deste momento em diante’, disse o rei, ‘não deixem que tais pessoas sejam autorizadas a chegar perto de meu filho. Não é conveniente que meu filho se torne um Buda. Gostaria de vê-lo exercitando decisões soberanas e autoridade...’ ‘E logo após ter falado, colocou guardas à distância de um quarto de milha em cada uma das quatro direções, de forma que nenhum destes quatro tipos de homens pudesse chegar perto do campo de visão de seu filho." Jataka 1:57
LINHAGEM REAL Como Krishna, Gautama foi um descendente nobre direto nascido em privilégios. Jesus foi um descendente distante do rei Davi nascido na pobreza.
IDADES MARCANTES Ao contrario de Jesus que ensinou no templo aos 12 anos de idade, começou seu ministério aos 30 e, morreu aos 33, as idades marcantes de Gautama diferem daquelas que os críticos alegam. Ele concluiu sua educação aos 15, casou-se com 16, tornou-se um monge aos 29, atingiu a iluminação aos 35, e morreu aos 80 anos. Fonte
CRUCIFICAÇÃO Embora os críticos afirmem que alguns relatos vagos mencionam Gautama sendo crucificado, não consigo encontrar nenhuma citação disto em qualquer fonte budista. Na verdade, nos é dito que Gautama morre de causas naturais com a idade de 80 anos. Seus seguidores o acompanham até um rio e lhe providenciam uma cama.
"Sejam gentis para me estender uma cama... estou cansado e desejo deitar-me.. ‘Então, o [Buda] caiu em profunda meditação, e tendo atravessado os quatro jhanas, chegou ao Nirvana." Fonte
RESURREIÇÃO E ASCENSÃO Após sua morte, o corpo de Gautama foi cremado. Fonte
"E eles queimaram os restos do Bem-Aventurado como fariam com o corpo de um rei dos reis". Fonte
Diz-se que Gautama transceu todos os níveis de meditação em seu leito de morte antes de atingir o Nirvana. Mas, de acordo com o Budismo, Nirvana não é um lugar físico, mas um estado mental. Como dissemos em Krishna, a imagem de Buda transcendendo para o Nirvana difere muito do Céu Cristão.
SEMELHANÇAS ERRÔNEAS REIVINDICADAS PELOS CRÍTICOS:
1. Ele alimentou uma multidão com uma cesta de pães. Não há menção disto em qualquer texto budista.
2. Transfiguração sobre um monte. Apesar de Gautama ter alcançado a iluminação espiritual, ele não experimentou uma transfiguração física. Isto nem ocorreu em um monte -Buda obteve sua iluminação debaixo da árvore Bodhi.
3. Esmagando a cabeça da Serpente. Tal como Krishna, Buda nunca é referido por este título, mas um relato surge de um texto posterior que o menciona matando literalmente uma serpente. Porém, como foi declarado antes, este era um título Metafórico para Jesus.
4. Votos de pobreza. Apesar de alguns cristãos fazerem votos de pobreza, isto nunca foi ensinado por Jesus. Ele somente advertiu como o amor pelos bens materiais poderia desviar nosso foco para longe das coisas eternas. Mateus 6:19-24
5. Títulos Similares: Bom Pastor, Carpinteiro, Alfa e Ômega, Perdoador dos Pecados, Deus dos Deuses, Mestre, Luz do Mundo, Redentor, Pai da Eternidade, etc. Porém Gautama nunca afirmou ser uma divindade, tornando estes títulos evidentemente falsos. Os únicos títulos compartilhados com Jesus que pude encontrar mencionados nos textos budistas foram Senhor, Mestre e Bem-Aventurado.
CONCLUSÃO Pelo fato do Budismo dividir muitos conceitos com o Hinduísmo (e ter se originado nas proximidades daquela região), na verdade existem mais semelhanças entre as histórias de Buda e Krishna do que entre Buda e Jesus.
Hórus
De acordo com a mitologia egípcia, acredita-se que Hórus originalmente era o filho de Rá e Hathor e o marido/irmão de Ísis. Posteriormente ele foi visto como o filho de Osíris e Ísis, uma vez que Hathor e Ísis foram unidos em um ser. Hórus era considerado o céu, o sol, e o deus da lua representado por um homem com a cabeça de falcão.
NASCIMENTO VIRGINAL Existem duas narrativas distintas do nascimento relativas à Hórus (nenhuma delas descreve um nascimento virginal):
Versão 1: Diz-se que Hathor, a personificação maternal da via láctea, concebeu Hórus, porém somos informados que seu marido, Rá, era um deus sol egípcio. Hathor (uma deusa do céu) era representada pela vaca cujo leite deu origem à via láctea. Pela vontade de seu marido Rá, ela deu à luz Hórus:
"Eu, Hathor de Tebas, senhora das deusas, irei conceder-lhe uma audiência na presença [do deus]... Hathor de Tebas, que era personificada na forma de uma vaca e de uma mulher. "Fonte e Fonte
Versão 2: Quando investigamos Ísis como a mãe de Hórus, somos informados que ela não era uma virgem, e sim a viúva de Osíris. Isis pratica mágica para ressucitar Osíris dentre os mortos, a fim de que ela possa gerar um filho que vingasse a morte do cônjuge. Em seguida, Ísis engravida do esperma de seu falecido marido. Novamente, nenhum nascimento virginal acontece:
"[Ísis] consegue levantar os inúteis membros [pênis] dele cujo coração estava morto, ela retirou sua essência [esperma], e a partir disso gerou um herdeiro [Hórus]." Fonte e Fonte
A UNIDADE DO PAI E DO FILHO Críticos sugerem que a trindade cristã foi adaptada a partir da noção de que Osíris, Rá,e Hórus eram um só deus em essência. Pelo fato de Hórus ter nascido após a morte de Osíris, veio a acreditar-se que ele era a ressurreição, ou reencarnação, do pai:
"Ele o vingou no seu próprio nome Hórus, o filho que vingou seu pai." Fonte
Ao longo dos séculos, os egípcios eventualmente consideravam Osíris e Hórus como um único e mesmo deus. No entanto, essa comparação do filho igual ao pai assemelhasse mais à metamorfose de Hathor em Ísis do que à uma Trindade Cristã. Primeiramente vemos Hórus como o filho de Rá e, em seguida, sendo o equivalente de Rá, em seguida Rá torna-se finalmente apenas um aspecto de Hórus. Da mesma forma que Hathor e Ísis, simplesmente vemos uma fusão de um ser em outro. Na mitologia egípcia, cada deus tinha uma origem distinta ao ser concebido a partir de outros deuses. Na teologia Cristã, Deus e Jesus sempre existiram como uma única e mesma divindade, nenhum dos dois tendo um princípio ou fim. O nascimento de Jesus não representou Sua criação, apenas Sua chegada na forma humana. Além disso, o conceito da unidade do pai e do filho não foi criado pelos cristãos do primeiro século. Profecias no Antigo Testamento referiam-se ao futuro Messias como o Filho de Deus, até 1.000 anos antes do nascimento de Cristo. I Crônicas 17:13-14
CRUCIFICAÇÃO E RESURREIÇÃO Apesar de ter morrido, nunca é mencionado sobre Hórus ter sido crucificado. A única conexão que podemos fazer de uma ressurreição de Hórus é se considerarmos a eventual fusão dele com Osíris. Mas tal teoria resulta numa situação muito problemática, aparentemente percebida pelos egípcios a medida em que posteriormente alteravam suas crenças a fim de corrigir as contradições. Na história egípcia, Osíris ou é mutilado por Set na batalha ou trancado numa caixa e afogado no Rio Nilo. Ísis então junta novamente as partes do corpo de Osíris e o ressucita para gerar um herdeiro que irá vingar a morte do pai (embora tecnicamente Osíris na realidade nunca tenha sido ressuscitado, pois ele é proibido de regressar ao mundo dos vivos). Fonte e Fonte
"[Set] trouxe uma caixa bem talhada e decorada que ele havia projetado para ser feita de acordo com as medidas do corpo do rei... Set proclamou que ele presentearia a caixa ao rei cujo corpo ajustou-se às medidas com precisão... Em seguida, Osíris se apresentou. Ele deitou-se na caixa, preenchendo-a em cada parte. Mas obviamente foi sua vitória conquistada naquela hora trágica que determinou sua morte. Antes que ele pudesse levantar, os malignos seguidores de Set surgiram repentinamente diante dele e fecharam a tampa, pregando rapidamente a caixa e soldando com chumbo. Portanto, a caixa ricamente decorada tornou-se o caixão do bom rei Osíris, de quem o sopro da vida se esvaiu." Fonte
NASCIDO EM 25 DE DEZEMBRO O nascimento de Hórus na verdade era comemorado durante o mês de Khoiak, (Outubro / Novembro). Embora alguns críticos afirmem que Hórus nasceu durante o solstício de Inverno, isto demonstra mais uma relação com outras religiões pagãs, as quais consideravam o solstício sagrado.
DOZE DISCÍPULOS Aparentemente esta semelhança parece exata até que chegamos a conclusão que os "discípulos" de Hórus não eram bem discípulos - eles eram os doze signos do Zodíaco, que se tornaram associados à Horus, um deus do céu. Contudo os discípulos de Jesus eram homens reais, que viveram e morreram, cujos escritos existem até hoje, e cujas vidas estão registradas por historiadores. Pelo fato do “discípulos" de Hórus terem sido apenas signos do zodíaco, eles nunca ensinaram sua filosofia ou difundiram seus ensinamentos. A realidade de que existem doze signos do Zodíaco (doze meses) em comparação com os doze apóstolos de Jesus é uma coincidência insignificante.
REUNIÃO NO TOPO DO MONTE Críticos chamam atenção para a semelhança tanto de Jesus como de Hórus tendo uma reunião no topo de um monte com seus inimigos. Ao invés de examinar minuciosamente parte por parte, darei apenas cada versão dos eventos para que o leitor possa observar as diferenças (óbvias):
Jesus: Após Jesus terminar Seu jejum no deserto, Satanás tenta seduzi-lo, oferecendo-lhe todos os reinos do mundo se Ele aceitar adorá-lo , mas Jesus recusa-se. Mateus 4:1-11
Hórus: Durante a batalha, Hórus arranca um dos testículos de Set enquanto Set (por vezes chamado Seth) devora o olho de Hórus. Mais tarde Set tenta provar sua posição dominante iniciando uma relação sexual com Hórus. Hórus colhe o sêmen de Set na mão e o lança em um rio próximo. Hórus mais tarde se masturba e espalha seu esperma sobre um alface que Set acaba comendo. Ambos, Set e Hórus, comparecem perante os deuses para proclamar o seu direito de governar o Egito. Quando Set afirma ter domínio sobre Hórus, seu sêmen é encontrado no rio. Quando o domínio de Hórus é considerado, seu sêmen é encontrado no interior de Set, assim, o direito de governar o Egito é concedido à Hórus:
"Ó aquele castrado! Ó este homem! Ó ele que perturba quem também perturbava, entre vós dois! Este primeiro conselho da assembléia dos justificados... Nasceu antes que o olho de Hórus fosse arrancado fora, antes que os testículos de Set fossem removidos." Fonte “É o dia em que Hórus lutou com Set, o qual jogou imundícies na face de Hórus, quando Hórus destruiu os poderes de Set." Fonte “Então [Set] compareceu perante o conselho divino e reclamou o trono. Mas os deuses determinaram a sentença de que Hórus era o legítimo rei, ele estabeleceu seu poder na terra do Egito, e tornou-se um sábio e forte governante como seu pai Osíris." Fonte”
Objeção dos Céticos: Será que a semelhança entre os nomes Set e Satanás possui algum significado?
Resposta: As variantes do nome Set incluem Seth, Sutekh, Setesh, e Seteh. Considerasse geralmente que a raiz da palavra Set é traduzida como fascinante ou coluna firme. Os diferentes sufixos do nome dele acrescentam os significados majestoso, supremo, e deserto. A palavra Satanás vem da raíz semita Stn que representa oposição. Antes de sua queda, o nome original de Satanás era Lúcifer, ou anjo de luz. O termo Satanás representa um adversário comum, daí sua identidade popular. Embora ambos os nomes sejam compostos de um S e um T, seus significados não têm nada em comum. As grafias são apenas um resultado da raiz original das palavras as quais representam seus personagens. Fonte e Fonte
TÍTULOS SEMELHANTES Os críticos alegam que Hórus possuia títulos semelhantes utilizados para identificar Jesus como o Messias, Salvador, Filho do homem, Bom Pastor, Cordeiro de Deus, O Caminho, a Verdade, a Luz, e a Palavra Viva. No entanto, não encontro nenhuma evidência de qualquer um destes nomes sendo usados em referência á Hórus. Estou especialmente cético quanto à palavra Messias, uma vez que esta é de origem hebraica.
CONCLUSÃO Podemos ver as diferenças entre Jesus e Hórus de longe excederem qualquer correlação superficial.
Zoroastro
Zoroastro foi um profeta iraniano e fundador da Zoroastrismo. Embora a época de sua existência seja motivo de calorosos debates, acredita-se que ele tenha sido um contemporâneo do Rei Hystaspes, tornando a época do 6º século aC mais provável.
A evidência é demonstrada ao longo da Avesta, que menciona conversas pessoais entre os dois. Um exemplo é o seguinte:
" Eu sou um homem piedoso, que fala palavras de bênção ", assim disse Zaratustra para o jovem rei Vishtaspa ‘Ó jovem rei Vishtaspa! [Eu te abençoo] " Vishtasp Yasht, 1
NASCIMENTO VIRGINAL Não há menção de um nascimento virginal em qualquer texto Zoroastriano e nem os acontecimentos do nascimento de Zoroastro parecem ter qualquer relação com Jesus. As verdadeiras narrativas relacionadas ao seu nascimento são dadas abaixo:
Versão 1: os pais de Zoroastro (Dukdaub e Pourushasp) eram casados, um casal normal que concebe um filho através de meios naturais. No momento em que nasce Zoroastro é descrito como um bebê que está rindo, com uma visível e brilhante aura sobre a cabeça:
"[Zoroastro] herdou a descendência... de seu pai, Pourushasp, e sua mãe Dukdaub. E também durante o nascimento e, por toda sua vida, ele produziu uma luminosidade, um brilho, e um esplendor a partir do local de sua própria morada..." Denkard, Bk 5 2:1-2
Versão 2: Em um texto posterior, um complemento é acrescentado pelos seguidores de Zoroastro. Somos informados que Ahura Mazda (a principal divindade do zoroastrismo) enxerta a alma de Zoroastro na planta sagrada Haoma e através da seiva ele nasce.
TENTADO NO DESERTO Também é dito que Zoroastro foi tentado por um espírito maligno para que renunciasse sua fé com a promessa de que receberia poder sobre as nações. No entanto, esta história é encontrada no Vendidad, o texto Zoroastra que enumera as leis concernentes aos demônios, escrito em algum tempo entre 250 - 650 dC (séculos depois da vida de Jesus):
"Mais uma vez lhe disse criador do mundo maligno, Angra Mainyu: 'Não destruas minhas criaturas, ó divino Zaratustra.. Renuncie a boa Religião dos adoradores de Mazda, e ganharás tal benção como o... soberano das nações." Vendidad Fargad 19:6
SEMENTE DA MULHER O Antigo Testamento Cristão refere-se ao salvador da humanidade como tendo nascido de uma mulher. Críticos dizem que este conceito foi roubado de Zoroastro cujo nome significa semente da mulher. Aparentemente ninguém investigou esta afirmação pois o nome é uma antiga combinação iraniana de zareta (velho, fraco) e ustra (Câmelo). Seu nome original persa Zaratustra (Zoroastro é a tradução grega / Inglesa) é literalmente traduzido como proprietário de camelos velhos e fracos. Fonte e Fonte Zoroastro também era supostamente chamado A Palavra que se fez Carne e A Palavra Viva, mas tais referências não existem.
INÍCIO DO MINISTÉRIO AOS 30 Como Jesus, acredita-se que Zoroastro iniciou seus ensinamentos aos 30 anos de idade. Embora Zoroastro tecnicamente tenha saído da reclusão com a idade de 30 anos para iniciar seus ensinamentos, ele foi evitado e ignorado durante 12 anos, até que sua religião fosse aceita pelo rei Vishtaspa. Jesus, por outro lado, atraiu seguidores imediatamente. Acredita-se que Zoroastro foi morto por volta dos 77 anos de vida, enquanto Jesus foi morto com a idade de 33.
Além do mais, este fato sobre Zoroastro não é mencionado até textos posteriores datados por volta de 225 dC (quase 200 anos após o cristianismo já estar em circulação).
EUCARISTIA Embora os críticos afirmem que o conceito de uma ceia com pão e vinho tenha se originado com Zoroastro, tal celebração não existe no Zoroastrismo. Embora os sacerodotes aceitassem sacrifícios de carne, flores, leite, pão, frutas, e água sagrada, não houve nenhuma comunhão simbólica realizada pelos seguidores do Zoroastrismo a não ser beber o suco da planta sagrada Haoma (mas isso não representava o significado do corpo e do sangue na Eucaristia cristã). Fonte
ENSINOS RELIGIOSOS Críticos apontam as semelhanças entre a estrutura básica de crenças do Zoroastrismo e do cristianismo. Aparentemente existem várias correlações entre as duas, até que sejam analisadas mais atentamente:
1. Ambas ensinam uma batalha espiritual entre o bem e o mal. É verdade, mas isso é verdadeiro para quase todas as religiões. O Deus do Zoroastrismo é Ahura Mazda, enquanto o Deus da fé judaico-cristã é Yahweh. O arquiinimigo do Zoroastrismo é Angra Mainyu ao passo que no cristianismo ele é conhecido como Satanás. O Zoroastrismo também ensina o dualismo de ambas as figuras enquanto que o Cristianismo ensina a subordinação de Satanás à Deus.
2. Salvação. O Zoroastrismo ensina que todos os homens serão julgados de acordo com suas obras no juízo final. O Cristianismo ensina que os homens são julgados de acordo com sua aceitação de Cristo.
3. Juízo Final. O Zoroastrismo ensina que todos os homens no final serão salvos. O Cristianismo ensina que o destino dos ímpios é eterno.
4. Monoteísmo. Zoroastro originalmente ensinava o conceito de um deus, mas os sacerdotes Zoroastrianos, a fim de tornar a religião mais atraente, adicionaram mais tarde vários outros deuses.
5. Ressurreição de toda a humanidade. O Zoroastrismo ensina a eventual ressurreição de todos os seres humanos no fim dos tempos. O Cristianismo também ensina isso, mas com a diferença de que será para o julgamento das almas e o reinado dos justos no reinado milenar.
ELE FOI MORTO PELOS PECADOS DA HUMANIDADE Acredita-se que Zoroastro foi morto com a idade de 77 anos, após ter sido executado em um de seus templos altares pelos invasores de Turanian (embora isto seja objeto de discussão). Apesar disso, nunca se acreditou que sua morte serviu para expiar o pecado ou para cumprir qualquer outra finalidade espiritual.
CONCLUSÃO A maioria dos textos Zoroastras foram escritos séculos após o textos cristãos. Os relatos da vida de Zoroastro que existiam antes da época de Jesus (Os Gathas) consistem principalmente de escritos poéticos vagos que dizem muito pouco sobre sua vida. Os incríveis atos posteriormente associados à ele, foram acrescentados por sacerdotes Zoroastras, os quais desejavam tornar a religião mais atraente.
Mithras
Mithras, não confundir com Mitra (o anjo guerreiro da antiga Pérsia), era a principal divindade do Mithraísmo. Tentar reunir as verdadeiras lendas relacionadas à Mithras é muito difícil, uma vez que as antigas evidências a respeito dele são encontradas somente em relevos artísticos - os textos originais relacionados ao Mithraísmo se perderam há muito tempo, restando apenas fragmentos. Para esta discussão, vamos nos concentrar no Mithraísmo Romano pois este é o Mithras que os críticos afirmam que serviu de inspiração para Jesus (embora esta alegação seja facilmente descartada ao se demonstrar que os textos, contendo as supostas conexões, foram escritos numa data posterior à dos textos cristãos). Além disso, o Mithraísmo Romano surgiu séculos após a circulação das profecias messiânicas hebraicas.
Nota: A primeira autoridade em Mithraísmo foi Franz Cumont que acreditava que tanto o Mitra dos antigos persas e o Mithras do Mithraísmo eram uma mesma e única divindade. A maioria de suas pesquisas foi compilada em 1800 e, por ele ter sido o primeiro estudioso conhecido a explorar a extinta religião do Mithraísmo, sua investigação permaneceu incontestável por um bom tempo. Se você examinar as publicações do início do século 20, poderá ver que as descobertas de Cumont foram aceitas sem contestação. Foi somente mais tarde após a investigação empreendida por diferentes historiadores e arqueólogos, que muitas das teorias de Cumont foram refutadas. Para comprovar o que estou dizendo, leia este artigo da Enciclopédia Britânica de 1911, baseado nas teorias de Cumont em comparação com as mais modernas investigações.
NASCIMENTO NUMA CAVERNA Como afirmado anteriormente, não existe em nenhum lugar das Escrituras Canônicas qualquer menção de que Jesus tenha nascido em uma caverna. Quanto à Mithras, ele também não nasceu em uma caverna mas a partir da rocha sólida.
NASCIMENTO EM DEZEMBRO Muitos festivais religiosos foram consolidados em um feriado para coincidir com o solstício de inverno. O Natal só é comemorado em 25 de dezembro devido a esta tradição. Este argumento já se revela insignificante visto que não há nada nas Escrituras que mencione esta data.
AUXILIADO POR PASTORES Os primeiros relatos existentes do nascimento de Mithras são encontrados em um relevo que o retratam saindo de uma rocha com o auxílio de homens que certamente parecem ser pastores (o que é interessante, considerando-se que seu nascimento supostamente tenha precedido a criação dos seres humanos!). Porém, este pequeno detalhe foi adicionados mais tarde, aparentemente por aqueles que não notaram a contradição. Além disso, este relevo data do 4° século dC.!
NASCIMENTO VIRGINAL Não existe a menção de um nascimento virginal no Mithraísmo. Os mais antigos relevos retratam um Mithra completamente adulto emergindo de uma rocha (como mostrado nas três ilustrações acima).
DOZE DISCÍPULOS Mithras não teve doze discípulos, mas posso relacionar uma
semelhança muito forçada com esta alegação. Em dois dos relevos acima, Mithras está rodeado pelos doze signos do zodíaco. Afirmar que Mithras teve doze discípulos porque existem doze signos do zodíaco é a conexão que os críticos tentam fazer. Os críticos simplesmente enxergam doze seres e dizem que as figuras são discípulos. Alguns vão tão longe defendendo essa posição que copiam a teoria de Franz Cumont , alegando que as figuras eram na realidade os doze discípulos de Mithras vestidos com fantasias do Zodíaco! Como eles conseguem fazer esta ligação é algo que desconheço, pois nenhuma inscrição está associada aos relevos originais.
GRANDE MESTRE Não consigo encontrar nenhuma menção em qualquer texto ou relevo mostrando Mithras como um mestre viajante. Independente disso, dificilmente seria algo importante, pois muitas lendas falam de povos recebendo sabedoria de seus deuses.
EXPIAÇÃO DO PECADO A alegação a respeito de Mithras expiando o pecado me leva à seguinte pergunta, como? Não há nenhuma referência a isso em qualquer registro. Mithras sacrifica um touro sagrado para gerar vida, mas não vejo qualquer referência à expiação, à expiação do pecado através de sangue, ou à expiação de Mithras pelo pecado. Alguns tentam mesclar o touro e Mithras em um ser, mas este conceito é rejeitado unanimimente pelos estudiosos desse mito pagão.
ÚLTIMA CEIA Existem dois relevos que mostram Mithras celebrando uma ceia. A primeira mostra Mithras e Hélios jantando juntos após o sacrifício do touro. A outra retrata Mithras jantando com o sol antes de subir ao paraíso com os outros deuses. Mas, por alguma razão a história se torna distorcida com Mithras dizendo aos seus discípulos (imaginários), "Aquele que não comer do meu corpo nem beber do meu sangue, para que ele possa ser um comigo e eu com ele, não será salvo." No entanto, essa citação foi adicionada séculos mais tarde durante a idade média e nem sequer é atribuída à Mithras!
CRUCIFICAÇÃO Embora os críticos afirmem que Mithras foi crucificado, não há qualquer alusão a isso nos relevos ou textos. Na verdade nenhuma morte está associada com Mithras, apesar do argumento da crucificação. Somos informados que ele completa sua missão terrena e, em seguida é levado vivo ao paraíso em uma carruagem.
DOMINGO,UM DIA CONSIDERADO SAGRADO Isto parece estar correto, pelo menos para o Mitraísmo Romano. Mas, considerando-se que praticamente toda religião utilizava o sábado ou domingo como dia santificado, havia 50% de chance desta afirmação acertar o alvo - ou pelo menos 1/7 de chances pelo número de dias em uma semana. Os cristãos selecionaram o Domingo como seu dia santo apenas porque foi o dia da ressurreição de Cristo.
TÍTULOS SEMELHANTES Encontrei algumas semelhanças, mas as reivindicações que os critícos fazem parecem ter sido manipuladas a partir de sua forma original - não haviam equivalentes para os nomes que os críticos listam. Também enumerei outros títulos que são frequentemente citados mas que se revelaram incorretos:
· Salvador, Redentor, Messias. Mithras nunca é referido à qualquer um destes. E por que seria, uma vez que ele nunca serviu para tal finalidade? Messias também é uma palavra hebraica, o que faz alguém perguntar qual a fonte para esta alegação.
· Cordeiro de Deus, Bom Pastor. Céticos tentam usar a imagem de Mithras carregando o touro sacrificado sobre seus ombros como prova, mas isso é um absurdo pois o touro está abatido! Além disso, o Antigo Testamento fazia referências à cordeiros e pastores muito antes que o Mitraísmo viesse a existir.
· Filho de Deus. Tecnicamente não encontrei este título, mas vou dá-lo como um brinde se você considerar Mithras como o filho de Ahura Mazda.
· O Caminho, a Verdade e a Luz, Luz do Mundo. Ainda que os nomes não sejam exatamente compatíveis encontrei o termo anjo de luz guerreiro, mas este é associado ao Mitra iraniano - não ao Mithras Romano do Mitraísmo.
· Leão. Novamente não é um equivalente, mas eu consegui encontrar uma associação com o céu/leão celeste, referindo-se ao signo de leão. Porém, assim como a referência aos cordeiros, o Antigo Testamento menciona o Leão de Judá muito antes do Mitraísmo ter se originado.
· A Palavra Viva. Mithras é algumas vezes chamado de logos, que significa palavra, mas nunca como a palavra viva.
· Mediador. Mithras era o mediador entre o bem e o mal enquanto Jesus é o mediador entre Deus e o homem.
COMPARAÇÕES TEOLÓGICAS Sintetizei as semelhanças que se apresentam padronizadas na maioria das religiões em apenas uma seção. Na falta de um título mais adequado, vamos chamá-la de nossa lista de alegações óbvias:
1. No Mitraísmo havia um forte sentimento de comunhão entre seus integrantes (aliás, somente os homens eram autorizados a serem membros)
2. O Mitraísmo ensinou a imortalidade da alma humana (o judaísmo, que precedeu o Mitraísmo, também ensinava o mesmo)
3. O Mitraísmo colocava ênfase numa vida baseada na ética e na moral (o judaísmo, que precedeu o Mitraísmo, também ensinava o mesmo)
4. O Mitraísmo acreditava no conceito do bem contra o mal (o judaísmo, que precedeu o Mitraísmo, também ensinava o mesmo)
5. O Mitraísmo ensinava que toda a vida surgiu de deus(es) (o judaísmo, que precedeu o Mitraísmo, também ensinava o mesmo)
6. Mithras realizava feitos milagrosos
7. O Mitraísmo ensinava a eventual destruição da terra.
SEMELHANÇAS ERRÔNEAS As próximas “semelhanças” variadas não existem nem nos antigos relevos de Mithras ou em qualquer versão do textos remanescentes:
1. Mithras começou seu ministério com a idade de 30 anos (nenhuma referência a qualquer idade é mencionada).
2. Mithras foi enterrado em um túmulo (Vivo, eu suponho?). A única referência que pude encontrar para isto era que a cada ano durante o solstício de inverno, ele supostamente renascia de uma rocha (porém, esta história foi adicionada mais tarde).
3. A Santíssima Trindade (Mesmo com todos os tipos de novos deuses sendo associados ao Mitraísmo ao longo do tempo, não consigo encontrar nenhuma referência de quaisquer deuses formando uma trindade específica).
CONCLUSÃO Uma vez mais, as supostas semelhanças ou são superficiais, totalmente falsificadas, ou distorcidas para criar um paralelo.
Attis
Attis era adorado como uma divindade no que é hoje conhecida como Turquia moderna, com o seu culto mais tarde espalhando-se por todo o Império Romano. A maior parte das supostas semelhanças entre Attis e Jesus ou parece que foram manipuladas ou completamente forjadas. Após ler esta seção, tenho certeza que você vai concordar que as afirmações sobre as semelhanças entre Jesus e Attis são as mais absurdas de todas.
25 DE DEZEMBRO Já demonstramos a insignificância deste argumento relacionado ao Cristianismo. Além disso, não há nenhuma menção desta data tendo qualquer relação com Attis - ele é associado com o retorno anual da Primavera.
NASCIMENTO VIRGINAL Segundo a lenda, Agdistis, um monstro hermafrodita, surge da terra como um descendente de Zeus. Agdistis dá a luz ao rio Sangarius que gera a ninfa, Nana, que ou segura uma amêndoa contra seu peito e fica grávida ou senta-se debaixo de uma árvore quando uma amêndoa cai em seu colo e a engravida. Nana depois abandona a criança que é criada por uma cabra. Somos levados a concluir que Attis foi concebido a partir da semente de uma amêndoa que caiu de uma árvore, como resultado do sêmen derramado de Zeus.
CRUCIFICAÇÃO Esta semelhança é completamente falsa. Attis castra a si próprio debaixo de um pinheiro depois que ele finge enlouquecer antes de seu casamento com Agdistis quando o “ele-ela” fica apaixonado por ele. O sangue de seu órgão amputado flui para o solo e faz brotar um canteiro de violetas. Os críticos tentam associar a morte de Attis debaixo de uma árvore com a morte de Jesus em uma "árvore". Eles também tentam ligar o sangue vertendo das feridas de Jesus com o "fluxo sanguíneo de Attis causado por sua auto-castração.
RESURREIÇÃO Em uma versão, Agdistis está arrasada com o remorso por suas ações e pede a Zeus para preservar o belo corpo de Attis para que ele nunca se decomponha. Nenhuma ressurreição ocorre para Attis. Em outra história, Agdistis e A Grande Mãe (ou Cibele) transportam o pinheiro de volta para uma caverna onde ambas choram a morte de Attis. Novamente, nenhuma ressurreição. A história da ressurreição não aparece até muito mais tarde, quando Attis é transformado num pinheiro.
EXPIAÇÃO PELO PECADO Críticos afirmam que Attis foi morto em favor da salvação da humanidade, mas não existem provas disto. Somos informados que Attis era originalmente o espírito de uma árvore simbolizando um deus da vegetação. Sua morte e transformação em um pinheiro representava a vida da planta que morre no Inverno somente para florescer novamente na primavera. A primeira menção de Attis como um salvador não aparece até o 6° século dC - muito tarde para ser considerado uma Inspiração ao cristianismo.
ENTERRADO EM UM TÚMULO A única referência acerca de um enterro em um túmulo é quando Attis (como um pinheiro), é transportado para a caverna da Grande Mãe. Mas a caverna é seu lar - não um sepulcro.
UNIDADE ENTRE PAI E FILHO Novamente, não existe tal relação. A única ligação muito forçada que podemos fazer é a crença de que Attis era o neto de Zeus. Podemos concluir a partir do que já sabemos sobre Attis que esta é uma distorção. Nunca acreditou-se que Zeus e Attis foram considerados uma única e mesma divindade, apesar do mesmo nível.
EUCARISTIA Críticos afirmam os seguidores de Attis celebravam seu deus com o repartir do pão e do vinho. A única menção de tal atividade é quando eles comessem uma refeição santificada ao som de tamborins e címbalos, embora nunca seja mencionado o que eles comem. Críticos conjecturam que teha sido pão e vinho, mas isso é improvável já que o consumo do vinho era restringido durante os festivais de Attis.
CONCLUSÃO As únicas coisas que realmente vemos acontecendo com o pobre Attis é uma série de mutilações genitais, resurreições de pinheiros, e os descendentes do rio concebendo filhos a partir de nozes... Certamente a palavra doidos (Nuts em inglês quer dizer tanto nozes quanto doido, louco) vem à mente quando se considera quem colocou estas duas figuras juntas.
Dionísio (Baco)
Dionísio é amplamente conhecido como o deus padroeiro do vinho, embora ele fosse considerado um padroeiro grego e romano de muitos títulos. Isso permite aos críticos fazer a ligação sem lógica de Dionísio sendo o deus do vinho e Jesus bebendo vinho.
NASCIMENTO EM 25 DE DEZEMBRO Não há registro de que esta data seja significativa para Dionísio. Tal como Attis, Dionísio é associado ao retorno anual da Primavera.
NASCIMENTO VIRGINAL Existem duas narrativas do nascimento relativas a Dionísio (nenhuma indica um nascimento virginal):
1. Zeus engravida uma mulher mortal, Semele, por causa da ciumenta Hera. Hera convence Semele a pedir que Zeus revele sua glória à ela, mas porque nenhum mortal pode olhar para os deuses e viver, Semele é instantaneamente consumida pelo fogo. Zeus então toma o feto de Dionísio e o implanta em sua própria coxa até o dia do nascimento. Fonte
2. Dionísio é o fruto de Zeus e Perséfone. Hera fica louca de ciúmes e tenta destruir a criança enviando os Titãs para matá-lo. Zeus vem para o resgate, mas é tarde demais - os Titãs haviam comido tudo, exceto o coração de Dionísio. Zeus então pega o coração e o implanta no útero de Semele. Como podemos ver, não acontece nenhum nascimento virginal, mas esta é o modo como é dito que Dionísio torna-se uma divindade renascida, pois ele nasce duas vezes do útero. Fonte
MESTRE VIAJANTE Era dito que Dionísio viajou por muitos lugares (enquanto que Jesus concentrou Seu ministério na Judéia) para ensinar aos homens "os segredos da vinha" (como fazer vinhos) e para espalhar seus ritos religiosos. Nunca acreditou-se que ele foi um mestre espiritual como Jesus.
EUCARISTIA Para celebrar o renascimento de Dionísio após ter sido devorado pelos Titãs, os membros de sua seita pegariam um ser humano vivo ou um animal, a vítima era desmembrada parte por parte, e sua carne crua devorada. O sacrifício seria comido de uma forma canibalística para que os seguidores pudessem prestar adoração ao seu deus. No entanto esta história se relaciona mais aos mitos cercando a vida de Tantalus do que à comunhão cristã.
ENTRADA TRIUNFAL Críticos afirmam que Dionísio é frequentemente retratado montado num burro no meio de multidões agitando ramos de hera. Porém, esta é apenas uma descrição de seus típicos seguidores que viajavam com ele (não uma descrição específica de uma entrada triunfal antes da paixão). Estes indivíduos eram ménades e satyrs que seguiriam Dionísio carregando ramos entrelaçados com heras e uvas – símbolos religiosos representativos do deus do vinho. Por outro lado, Jesus teve uma entrada triunfal específica em Jerusalém enquanto multidões acenavam com ramos de palmeiras (símbolos judaicos). Também encontrei uma profecia messiânica em Gênesis 49:11 (escrita por volta de 1.400 aC – muito antes de Dionísio), que profetiza Jesus (literalmente) amarrando seu jumento à uma videira e (simbolicamente) lavando suas vestes no vinho (uma referência à Sua morte). Não que eu esteja acusando os gregos e romanos de criarem uma divindade em torno de uma única passagem bíblica, mas se quisermos sermos específicos, a Bíblia já agrupava estes três objetos muito antes que Dionísio fosse vislumbrado aos olhos da mitologia.
ÁGUA TRANSFORMADA EM VINHO Dionísio foi o deus da mitologia que deu ao rei Midas, o poder de transformar tudo que tocasse em ouro. Do mesmo modo, ele deu às filhas do rei Anius o poder de transformar tudo que tocassem em vinho, milho, ou óleo. Considerando que Dionísio era o deus do vinho, isto não deveria ser nenhuma surpresa. Independente disso, embora existam relatos em que Dionísio preenche de forma sobrenatural cântaros vazios com vinho, o ato de transformar água em vinho não acontece.
RESURREIÇÃO O relato da “ressurreição" de Dionísio é derivado a partir da história de seu renascimento após ter sido atacado pelos Titãs. Como podemos ver, isso não tem nada a ver com a história da ressurreição de Jesus. Além disso, somos informados que
após Dionísio terminar de ensinar seus ritos religiosos aos seguidores, ele ascende ao Monte Olimpo – vivo e saudável - para estar com os outros deuses. Seu renascimento infantil, assim como Attis, é um simbolismo do ciclo vegetal, e não da expiação do pecado.
TÍTULOS SEMELHANTES Abaixo segue uma lista dos supostos títulos que Dionísio, alegadamente, compartilha com Jesus. Embora tenhamos sido capazes anteriormente de mostrar algumas vagas semelhanças, esta lista é uma clara falsificação:
· Rei dos Reis. Dionísio era apenas um semi-deus. De acordo com a mitologia, Zeus era o deus supremo.
· Filho Unigênito. Zeus teve relacionamentos com muitas mulheres, em que foi pai de várias outros filhos.
· Alfa e Ômega. Dionísio teve um nascimento discreto para sua vida.
· Cordeiro de Deus. Dionísio está associado à um touro, uma serpente, ao vinho e hera, mas nunca à um cordeiro.
Os títulos que encontrei para Dionísio são O Touro, A Cabra Feroz, A Tocha, Dionísio da Colina, Devorador de Carne, Dionísio da Videira, e Salvador (embora o termo salvador tenha sido atribuído mais tarde à Dionísio pela promessa de prazer carnal na vida após morte. A única pessoa que ele salvou do Hades foi sua mãe, Semele.).
CONCLUSÃO É um absurdo considerar Dionísio como uma inspiração para Jesus. Mesmo que os judeus tivessem conhecimento das fábulas que cercavam a vida de Dionísio, é pouco provável que eles tenham utilizado esta lenda com o intuito de criar um personagem para seu Messias.
Divindades Supostamente Crucificadas
Vamos agora analisar uma lista das supostas divindades as quais os céticos afirmam que também foram crucificadas. Mais uma vez, essas acusações chegam até nós a partir da obra comprovadamente errôneas de Kersey Graves, The World's Sixteen Crucified Saviors.
OSÍRIS: Como explicamos acima, foi dito que Osiris morreu depois de ser enganado por Set. Ele foi trancado em um caixão e em seguida jogado no Rio Nilo. Além disso, por tudo que consegui descobrir, a lenda de Osíris existiu até mesmo muito antes que a crucificação fosse inventada!
QUETZALCOATL: Esta declaração é um tanto divertida pra mim, pois Quetzalcoatl era um antigo deus da América do Sul. Como os críticos podem dizer que ele serviu de inspiração para Cristo é algo tão impensãvel quanto afirmar que as Américas ainda não tinham sido descobertas! Entretanto, nunca é mencionado que Quetzalcoatl tenha sido crucificado. Uma lenda afirma que ele ateou fogo no próprio corpo pelo remorso de ter dormido com uma sacerdotiza virgem enquanto outro relato nos informa que ele foi consumido por fogo enviado pelo deuses.
KRISHNA: Mais uma vez, já informamos como Krishna morreu: Ele foi morto após ter sido atingido acidentalmente pela flecha de um caçador enquanto meditava.
TAMMUZ / DUMUZID: Tammuz foi supostamente morto por demônios enviados por Ishtar depois que ela o encontrou sentado em seu trono. Mais uma vez, os mitos que cercam Tammuz parecem existir antes da prática da crucificação.
ALCESTIS: Segundo a lenda, Alcestis concorda em morrer no lugar de seu marido depois que ele entra em acordo com os deuses. Quando chega o momento, Alcestis é descrita como estando em cima de uma cama. Os deuses ficam tocados por sua devoção, sentem pena dela, e a unem novamente ao marido.
ATTIS: Como já foi informado, Attis sangrou até à morte depois de castrar a si mesmo.
ESUS / HESUS: A única coisa que consegui encontrar a respeito de Esus (não confundir com a tradução em Inglês do nome Jesus) foi que seus seguidores participariam de sacrifícios humanos ao pendurarem suas vítimas em uma árvore (não uma crucificação), após terem as vísceras retiradas. Não consegui encontrar nenhuma menção de Esus (por vezes associado aos deuses Mercúrio e Marte) sofrendo a morte.
DIONÍSIO: O relato da morte, já discutido, a respeito de Dionísio o mostra sendo devorado vivo pelos Titãs quando ainda pequeno.
INDRA: Em uma narrativa, Indra é engolido vivo pela serpente, Vritra, que mais tarde o vomita sob a ordem dos outros deuses. Por ele ter sido eventualmente salvo, não existe nenhuma narrativa relativa à morte de Indra (Não obstante o argumento da crucificação).
PROMETEU: Prometeu foi punido por Zeus, sendo acorrentado numa montanha onde uma águia viria e comeria seu fígado diariamente. Mais tarde, Prometeu seria libertado de seu tormento por Hércules.
MITHRAS: Como já declarado no presente artigo, nunca foi mencionado que Mithras experimentou a morte, porém, que foi levado ao céu, vivo e saudável, em uma carruagem.
QUIRINUS: Não consigo encontrar nenhuma menção de Quirinus enfrentando a morte. Mesmo quando associado à Romulus não existe nenhum relato de morte, pois é dito que Romulus foi levado aos céus enquanto ainda estava vivo. Para explicar o seu
desaparecimento, muitos acusaram o senado de sua morte. Apesar disso, nada é dito sobre uma crucificação.
BEL: Freqüentemente associado com Zeus, não consegui encontrar nenhuma menção do babilônio Bel experimentado a morte.
BALI (MAHABALI): É dito que Bali foi obrigado a descer (fisicamente) ao mundo dos mortos depois de ter sido enganado por Vamana, um avatar de Vishnu. Em algumas narrativas, é mencionado que Bali foi libertado e admitido na realeza. Em ambos os casos não ocorre crucificação.
ORFEU: É dito que Orfeu foi morto por Bachante, a furiosa sacerdotisa de Dionísio, após recusar-se a adorar qualquer deus, exceto Apollo.
IAO & WITTOBA: Não consigo encontrar informações relativas à morte destes dois personagens em qualquer fonte original publicada, portanto vou me abster de fazer comentários neste momento, a fim de evitar boatos. Se alguns de meus leitores puder me encaminhar para a autênticas fontes religiosas ou os textos originais contendo estes dois personagens, irei analisá-los com carinho. Até então, evitarei postar links online até que possa confirmar as informações.
Conclusão
Embora outros autores se aprofundem mais na investigação das alegações listadas nesta discussão, minha missão era fornecer uma breve sinopse que ajudasse o leitor a distinguir entre o fato e a ficção. Uma vez que o leitor averiguar as próprias fontes irá se perguntar até mesmo como tais alegações se originaram. Se quaisquer um dos críticos quisessem analisar os fatos por si próprios antes de contribuir com a propaganda enganosa, eles teriam sido capazes de rejeitar tais alegações imediatamente.
Certas coincidências entre Jesus e outros personagens só podem ser imaginadas devido a mera probabilidade.
Como um exemplo moderno, vamos analisar algumas das coincidências entre Kennedy e Lincoln retiradas daqui:
1. Lincoln foi eleito para o Congresso em 1846. Kennedy foi eleito para o congresso 1946 (enquanto Kennedy teve sucesso instantâneo na política legislativa e executiva, Lincoln sofreu várias derrotas).
2. Lincoln foi eleito presidente em 1860. Kennedy foi eleito presidente em 1960. (Considerando que as eleições presidenciais eram realizadas a cada quatro anos, isso só força as chances para 1 em 20).
3. Ambos os nomes Lincoln e Kennedy contêm sete letras (Até considerarmos seus primeiros nomes o que derruba esta comparação).
4. Ambos foram presidentes em épocas de grandes mudanças nos direitos civis (Assim como foram seus sucessores e vários outros presidentes).
5. Ambos os presidentes foram mortos pela bala de um assassino numa sexta-feira (Isto encerra apenas uma única chance em sete).
6. Ambos os assassinos eram conhecidos por três nomes consistindo de 15 letras (Cada um deles nem sempre foi descrito pelos três nomes. Isto surgiu principalmente depois que eles ganharam notoriedade após os crimes).
7. Ambos os assassinos foram mortos antes de seus julgamentos (Booth foi morto quando capturado. Oswald foi morto dias após sua prisão).
8. Os dois presidentes foram sucedidos por homens com o sobrenome Johnson (Considerando a popularidade do sobrenome Johnson entre os homens brancos, não seria mais do que uma coincidência ao comparar dois homens muçulmanos que compartilham o nome Mohammed).
À primeira vista estas coincidências podem parecer surpreendentes, mas não são realmente impressionantes, uma vez que sejam investigadas. Porém daqui a 2.000 anos, será que as futuras civilizações irão se lembrar dos "antigos americanos" e acusar Kennedy de ser uma invenção de nossas imaginações? Parecerá que estávamos tão intrigados com Abraham Lincoln que inventamos um personagem para se assemelhar à um grande herói americano? A mente inteligente, disposta a fazer a pesquisa e buscar a verdade por trás de tal propaganda pode encontrá-la facilmente.
de tal propaganda pode encontrá-la facilmente.
