quarta-feira, 18 de junho de 2008

As Festividades Israelitas e as Profecias dos Últimos Dias

Determinando a Data da Tribulação - Quando Terá Início o Fim dos Tempos?


Anticristo - "E ele firmará aliança com muitos por uma semana; e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oblação; e sobre a asa das abominações virá o assolador, e isso até à consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador." Daniel 9:27


Nossa pesquisa sugere que não saberemos a identidade do anticristo até que a aliança seja "confirmada." Esta aliança ou tratado "com muitos", lidará com Israel e o sacrifício do Monte do Templo. A profecia nos diz que o anticristo quebra a aliança ou tratado FAZENDO O SACRIFÍCIO CESSAR... portanto, a aliança deve ser aquela que INICIA o sistema de sacrifícios no Monte do Templo! A aliança de Daniel 9 não é nenhum tratado "normal" de paz, mas deve lidar especificamente com os sacrifícios do Monte do Templo

Não era válido esperar a Tribulação acontecer no ano 1000, ou qualquer ano entre 70 d.C. até 1948. O Estado de Israel não existia nesse período. A profecia do fim dos tempos de Daniel concernente ao sacrifício judaico restabelecido, não pode ser cumprida por eventos que aconteçam em qualquer outro lugar, a não ser no Monte do Templo em Jerusalém. As profecias apocalípticas simplesmente não poderiam ter sido cumpridas antes DESTA GERAÇÃO ATUAL.

Em Israel, preparações já foram feitas para a reconstrução profética de um templo judaico que não havia existido durante 1.926 anos. Websites tais como www.templemount.org catalogam os esforços de muitos para este fim.

A propriedade mais cobiçada e disputada em todo o Israel é o monte do templo. Em 1967 no auge vitorioso da guerra dos 6 dias, Israel tomou de volta o monte do templo. Pela primeira vez em mais de 2.300 anos, Israel novamente detinha o controle do local mais sagrado do Judaísmo. Apesar da incrível vitória de Israel na guerra dos 6 dias e sua milagrosa recuperação das terras onde o primeiro e segundo templo uma vez existiram, o governo israelense entregou a autoridade do monte do templo aos muçulmanos. Será que eles sempre controlarão esse local? O profeta Daniel no capítulo 9, versículo 27 é específico sobre o futuro do monte do templo em Jerusalém.


Nossa pesquisa sugere que a 70ª semana de Daniel começa na véspera da Páscoa Judaica. Há várias pistas:

  • Elías voltará na Páscoa em cumprimento às expectativas judaicas & à profecia.
  • Elías irá denunciar públicamente o Anticristo durante 1.260 dias - Apocalipse 11:3

"Eis que eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor" - Malaquias 4: 5


Como resultado da tradição de que Elias não morreu, mas está com Deus, expectativas significantes do futuro retorno do profeta desenvolveram-se dentro do Judaísmo e Cristianismo. Acreditava-se que Elias retornaria algum dia à Terra, e sua chegada sinalizaria o alvorecer da era Messiânica. Para os Textos que parecem conectar Elias com o futuro messias, veja Malaquias 4: 4-6, Eclesiástico 48: 9, e o evangelho de Marcos 9: 2-13 no Novo Testamento. A taça de Elias do Pessach sêder (páscoa) judaico é outro exemplo desta expectativa.


● A Taça de Elias - Tradição da Páscoa

por: Rabino Shimon Apisdorf

trecho retirado de "The Passover Survival Kit" - O kit de Sobrevivência da Páscoa


“O profeta Elias ocupa um lugar fascinante no consciente histórico judaico. Nossa tradição ensina que como a história aproximasse do clímax da era de paz universal e fraternidade, será o profeta Elias o mensageiro à anunciar a era messiânica. Além disso, quando o Talmude é definitivamente incapaz de resolver certas questões de lei ou práticas, afirma freqüentemente que essas questões terão que aguardar por Elias. Com o advento do final dos tempos, um dos papéis de Elias será solucionar todos esses prolongados dilemas eruditos.

Há uma opinião no Talmude afirmando que cinco taças de vinho, não quatro, serão bebidas no Sêder. Na prática, nós seguimos a opinião da maioria, de beber apenas quatro taças. Em respeito à opinião da minoria, porém, nós vertemos a Quinta Taça de vinho, embora ninguém beba dela. Esta Quinta Taça de vinho leva o nome de Elias porque será ele que eventualmente resolverá estas questões, assim como muitas outras.

Judeus acreditam em questões. Se for a pergunta inocente de uma criança no Sêder ou a dúvida persipcaz de um sábio Talmúdico, o Judaísmo não oculta suas questões nem esconde-se deles. Questionamentos pensativos alimentados por uma busca incansável da verdade e da sabedoria são parte integrante da experiência judaica. Nós elogiamos as perguntas e aplaudimos o desejo pela verdade que não arde apenas durante um dia, um semestre, ou até mesmo durante anos - mas até ao final dos tempos.”


Este período de 1.260 dias reaparece ao longo de toda a profecia do fim dos tempos.

Tome nota destes eventos carregados dos bíblicos 3 anos e meio:


  • A falsa paz do Anticristo reina sobre o mundo durante 1.260 dias - Daniel 12:7
  • O Anticristo mata e persegue os cristãos livremente durante 1.260 dias - Apocalipse 13:5


Por que o poder do anticristo sobre os cristãos é quebrado após 1.260 dias?

· O Anticristo entra no templo e quebra a aliança de Daniel após 1.260 dias!


"E ele firmará aliança com muitos por uma semana (7 anos de 360 dias cada = 2.520 dias). e na metade da semana (na metade dos 2.520 dias = 1.260 dias) fará cessar o sacrifício e a oblação; e sobre a asa das abominações virá o assolador, e isso até à consumação". Daniel 9:27

Por que o poder do Anticristo sobre os cristãos é quebrado após 1.260 dias? Após 1.260 dias o Anticristo entra no templo e rompe a aliança de Daniel 9:27. Quando o Anticristo profanar o templo, aqueles em Israel que pensavam ser ele o Messias compreenderão que ele é um Falso Messias... o Anticristo já não poderá mais governar a partir de Jerusalém.


A abominação da desolação - outro indício cronológico

A abominação da desolação ocorre 1.260 dias após o tratado de Daniel 9:27 ser assinado. 1.260 dias após a Páscoa é a vez da Festa dos Tabernáculos, outra festa tipológicamente importante de Israel. A Festa dos Tabernáculos alude à outro acontecimento profético significante.

Devido ao tratado de Daniel 9:27 acontecer na véspera da Páscoa Judaica "de algum ano", nossos estudos concluem que um cenário de "Falso Armagedom" acontecerá POUCO ANTES desta aliança, talvez por volta do Purim. De forma bastante interessante, esta Festa Judaica não acontece pouco antes da Páscoa e a tipologia parece apropriada para a cronologia do cenário da guerra Gogue e Magogue de Ezequiel - que será semelhante ao Armagedom. Hamã (que no livro Ester do Antigo Testamento, quis exterminar o povo judeu) têm sido visto como um "tipo" do Anticristo e a profecia de Ezequiel especificamente chama as forças derrotadas de Gogue e Magogue pelo nome "Hamã - Gogue".

Alguns grupos entre os judeus religiosos acreditam que o messias virá milagrosamente e construirá um templo novo em Jerusalém. Contudo, a Bíblia assinala que homens construirão o templo, e em seguida virá o messias. ADERENTES DA VISÃO ANTERIOR SÃO VULNERÁVEIS ÀS MENTIRAS DE UM FALSO MESSIAS. Quando o Anticristo tornar possível a restauração milagrosa do sacrifício no monte do templo, muitos em Israel, e no mundo, verão isto como a evidência de que ele é o tão aguardado messias. Sem fé em Jesus, muitos estarão cegos para os fatos e o momento das profecias. Ao considerar a identidade do anticristo, lembre-se de que ele deve ser aceitável para Israel.



Para Israel o Anticristo Será SEMELHANTE ao Messias. A Vinda do Anticristo Será um Falso Cumprimento da Profecia

Outro cenário provável pode ser a Guerra Gogue e Magogue acontecer pouco antes do tratado do Anticristo, com a profecia de Ezequiel sobre Gogue sendo cumprida e os inimigos árabes de Israel não mais representando qualquer obstáculo. Por favor veja a análise detalhada da profecia de Ezequiel sobre a guerra de Magogue e os Eventos Atuais:

Os Cristãos algumas vezes discutem se todo o período da 70ª Semana de Daniel, ou apenas a metade final, o tempo da Ira de Deus, deveria ser chamado de a Grande Tribulação. Entendemos a metade final da 70ª Semana de Daniel como o tempo da Ira de Deus e nos referimos àquele tempo como a Grande Tribulação.


O Significado Profético dos Tabernáculos

A Festa Judaica dos Tabernaculos como um Tipo do Arrebatamento


Expectativas judaicas tradicionais apontam para a chegada de Elias (e seu companheiro, a segunda testemunha de Apocalipse 11) durante a festa da Páscoa judaica (passagem). Uma vez que somos informados que os dois profetas de Apocalipse 11 irão testemunhar durante 1.260 dias e que a Besta exercerá poder sobre os santos durante 1.260 dias, devemos assumir que estes são os primeiros 1.260 dias da tribulação de sete anos. Do tempo em que o Templo é desolado no dia 1.260, o poder do anticristo será quebrado, seguindo-se logo após o tempo da Ira de Deus... Considerando-se que os santos não são destinados à ira, não haverá nenhum santo na Terra durante a segunda metade da 70ª Semana de Daniel, o tempo da Ira de Deus.

Se Elias aparecer como esperado durante o Pessach (Páscoa) e testemunhar durante 1.260 dias, então o fim do período das 2 testemunhas de Apocalipse 11 seria a Festa dos Tabernáculos - O poder do Anticristo sobre os santos terminaria aos 1.260 dias, pois os santos são arrebatados imediatamente após a Abominação da Desolação. Estes dois prazos proféticos simultâneos são uma pista convincente de que o arrebatamento deve cair durante a Festa dos Tabernáculos.

A aliança de 7 anos de Daniel é igual à 2.520 dias, a "metade" desse período cai aos 1.260 dias. Não há nenhuma razão para pensar que os 1.260 dias especificamente mencionados em Apocalipse 11 sejam quaisquer outros que não os 1.260 dias da primeira metade da 70ª Semana de Daniel.


"E ele firmará aliança com muitos por uma semana (7 anos) e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oblação; e sobre a asa das abominações virá o assolador, e isso até à consumação." Daniel 9:27


Após os 1.260 dias, as testemunhas de Apocalipse 11 serão mortas, o "homem do pecado" quebrará a aliança e se mudará para o templo reconstruído. Se Elias e seu companheiro profeta iniciarem o testemunho dos últimos dias, seu ministério de 1.260 dias, durante a Páscoa (e a primeira metade da 70ª semana de Daniel começar com um tratado de paz que deve ser quebrado em 1.260 dias) então o dia 1.260 cairá na véspera da Festa dos Tabernáculos. O ponto central da tribulação, deve começar ao mesmo tempo que Elias aparecer durante a Páscoa, será então a Festa dos Tabernáculos.

Basta olhar para o relato Bíblico da Transfiguração para verificar a alusão tipológica à Festa dos Tabernáculos e o cumprimento futuro deste dia festivo no arrebatamento.

Jesus e três de seus apóstolos subiram ao monte onde a Transfiguração estava prestes a acontecer. Os apóstolos dormiram. Ao despertarem, Pedro viu Jesus transformado e glorificado, conversando com Moisés e Elias. Significativamente, estas também serão as duas testemunhas que vão profetizar no período da Tribulação durante 3 anos e meio. Ao ver Jesus transformado, Pedro agitadamente sugeriu que se fizessem três "tabernáculos", habitações temporárias, para Jesus, Moisés e Elias. Enquanto Pedro continuava a falar...


"E, estando ele ainda a falar, eis que uma nuvem luminosa os cobriu. E da nuvem saiu uma voz que dizia: Este é o meu amado Filho, em quem me comprazo; escutai-o. E os discípulos, ouvindo isto, caíram sobre os seus rostos, e tiveram grande medo. E, aproximando-se Jesus, tocou-lhes, e disse: Levantai-vos, e não tenhais medo. E, erguendo eles os olhos, ninguém viram senão unicamente a Jesus." - Mateus 17:4


O relato da Transfiguração pode ser visto como um prenúncio da Ressurreição - não só das testemunhas de Apocalipse 11, mas também de todos os "mortos em Cristo." Supõe-se que Moisés e Elias serão as duas testemunhas que irão profetizar na primeira metade da 70ª semana de Daniel, os dois homens que serão mortos pelo Anticristo no ponto central da Tribulação. A descrição da Transfiguração e a ressurreição dos dois profetas mortos em Jerusalém durante a metade da tribulação é impressionantemente semelhante. Compare os elementos coincidentes de Mateus 17 e Apocalipse 11: 11


"E depois daqueles três dias e meio o espírito de vida, vindo de Deus, entrou neles; e puseram-se sobre seus pés, e caiu grande temor sobre os que os viram. E ouviram uma grande voz do céu, que lhes dizia: Subi para aqui. E subiram ao céu em uma nuvem."


Na Transfiguração Pedro viu Jesus transformado. Na ressurreição dos profetas em Apocalipse, eles também serão transformados. Todos os que pertencem à Cristo terão o mesmo tipo de corpo como o Dele - perfeito e glorificado. Um corpo terrestre de carne e sangue não viveria para sempre no reino de Deus (I Cor. 15:48).

As duas testemunhas recebem seus corpos imortais e sobem para as nuvens, uma descrição espantosamente semelhante à ressurreição de todos os mortos em Cristo (I Tessalonicenses 4:16-17). Estas passagens são duas descrições do mesmo evento.


"Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor."


Esta descrição do Arrebatamento em 1 Tessalonicenses é muito semelhante a Apocalipse 11:11, para ser ignorada. Os dois profetas de Apocalipse proclamam a palavra de Deus, eles estão entre os "mortos em Cristo" que Paulo explica serão os primeiros a subir na ressurreição.


A ressurreição das duas testemunhas e a ressurreição de todo os mortos em Cristo claramente ocorrem ao mesmo tempo! Como Deus é econômico!


Sabemos que as duas testemunhas têm poder por 1.260 dias durante a Tribulação, pois todos os povos do mundo serão capazes de "ter um feriado mundial, e dar presentes uns aos outros" quando os profetas estiverem mortos (Apocalipse 11:10). Os 1.260 dias de seu testemunho serão relativamente não catastróficos durante a primeira metade da Tribulação. De acordo com a descrição de Apocalipse 11, os corpos das duas testemunhas estarão inertes nas ruas de Jerusalém durante 3 dias e meio após eles serem mortos na metade da tribulação. Todos os santos, inclusive as testemunhas de Apocalipse, subirão 3 dias e meio após o ponto central da 70ª Semana de Daniel.


"Alegrai-vos, ó céus, e vós que neles habitais. Ai dos que habitam na terra"


2 Tessalonicenses 2: 3 diz que a ressurreição dos santos não pode acontecer até que dois eventos ocorram.

#1 - O primeiro evento é chamado a apostasia ou "abandono." Este termo descreve como, de repente muitos cristãos irão dar as costas à fé em Jesus e serão capturados na mentira do fim dos tempos de Satanás. Este abandono é o resultado da "Operação do erro" do final dos tempos. Esta Grande Mentira do Fim dos Tempos é tratada no resto de nosso Website.

#2 - O segundo evento é a "revelação do Homem do Pecado." Paulo descreve como o homem do pecado é revelado na próxima sentença, "Ele entrará no Templo de Deus se apresentará como Deus." Esta é a abominação da desolação que não acontece até a metade da tribulação. O arrebatamento não acontece até depois desta "revelação.".. este ponto por si só deveria mostrar porque não pode haver um arrebatamento Pré-Tribulacionista.


"Quando, pois, virdes estar no lugar santo a abominação de desolação, predita pelo profeta Daniel (quem lê, entenda), então os que estiverem na Judéia fujam para os montes; E quem estiver sobre o telhado não desça a tirar alguma coisa de sua casa..." Mateus 24:15-17


Esta advertência parece estranha para aqueles que não estão familiarizados com os dias festivos judaicos... por que é que as pessoas estariam sobre seus telhados? Homens judeus eram obrigados pela lei Mosaica a virem de toda parte de Israel e, se juntarem em Jerusalém durante a Festa dos Tabernáculos. Este festival era celebrado enquanto os judeus viviam em tendas temporárias, tabernáculos, habitações criadas para se viver durante toda a Festa. Por causa do número incrível das pessoas na cidade, nas ruas e pátios, até mesmo os telhados das casas eram utilizado para acomodar todo mundo.

Jesus adverte o leitor de Mateus 24:15 que a abominação da desolação, mencionada por Daniel, acontecerá DURANTE A SEMANA DA FESTA DOS TABERNÁCULOS. Sabemos que o ponto central da Tribulação será durante os Tabernáculos, e, contando-se 1.260 dias para trás, podemos saber que a Tribulação terá início por volta da semana da Páscoa.


A entrada secreta de Jesus na Festa dos Tabernáculos.

UMA ALUSÃO AO RETORNO SECRETO DE JESUS PARA OS CRENTES


As profecias relativas ao FIM da 70ª semana de Daniel e à derrota do Anticristo, se referem à um "sinal da vinda de Jesus nos céus." Todos os olhos verão o sinal antes de Jesus retornar fisicamente ao Monte das Oliveiras. Esta vinda física de Jesus não será um segredo ou uma surpresa. As profecias ligadas à vinda de Jesus como um "ladrão na noite" remetem à vinda secreta de Cristo para Sua Igreja. O relato bíblico da chegada em segredo de Jesus na Festa dos Tabernáculos alude à vinda secreta de Cristo para reunir-se com Seus fiéis.

Análises sugerem que a ressurreição dos crentes terá lugar durante a observância dos Tabernáculos no Outono, no mês Tishrei judaico. O discípulo João descreve um relato do que Jesus fez na Festa dos Tabernáculos durante Sua vida em Israel. Considerando a quantidade de evidências de que a ressurreição dos santos satisfaz a tipologia dos Tabernáculos, a descrição de João é surpreendente.

Quando a Festa dos Tabernáculos se aproximava do fim, os irmãos de Jesus "segundo a carne" sugeriram que Ele fizesse milagres na Judéia (João 7: 2-5):

Era a época das festividades dos Tabernáculos, um dos feriados anuais judaicos... "Vai para a Judéia, para que também os teus discípulos vejam as obras que fazes" zombavam Dele... "Se fazes estas coisas, manifesta-te ao mundo!" Pois até mesmo Seus irmãos não acreditavam Nele.

A descrição dos irmãos de Jesus como sendo "segundo a carne" é importante. Simbólicamente eles são como os judeus dos tempos modernos que não acreditam que Jesus é o Messias. Jesus disse a seus irmãos que o Seu tempo ainda não havia chegado, e lhes disse que subissem à festa sozinhos. Jesus então esperou para subir à Festa dos Tabernáculos na Galiléia, que significa um "circuito ou círculo". No meio da festa, 3 dias e meio após seu início, Jesus então subiu à Jerusalém "não manifestamente, mas como em oculto (João 7:10)." Jesus virá novamente em segredo à Festa dos Tabernáculos, "como um ladrão na noite." A metade da Festa dos Tabernáculos é o 18º dia do sétimo mês.

O número "18" simboliza a combinação de perfeição da ordem, "10", mais "8" o número da ressurreição. É notável que a Bíblia contém 8 relatos de ressurreições individuais, (além da própria ressurreição do Senhor) 3 no Antigo Testamento, 3 no Novo Testamento e 2 no livro de Atos. Há 8 canções no Antigo Testamento, (além dos Salmos) a oitava canção, a última na ordem das sete primeiras, é Isaías 26, que declara ". . .Meu corpo morto levantará, Despertai e cantai, vós que habitais no pó..." Jesus, por vezes é referido na Bíblia como "o primogênito da ressurreição", ressucitado dentre os mortos ao 18º dia do Nisan, inevitavelmente o 8º dia do primeiro dia da nova semana.

A ressurreição de Jesus foi, de forma significativa, durante a Festa do Pentecostes ou Primícias, (atualmente não observada no Judaísmo moderno). A ressurreição dos mortos em Cristo acontecerá durante a "colheita dos últimos frutos", a "Festa da Sega" (Êxodo 23:16) todos estes, nomes para a Festa dos Tabernáculos. O apóstolo João viu esta colheita em Apocalipse 14:13 -16, e a chamou de "a colheita dos justos."

A descrição dos eventos que ocorrem após a abominação da desolação acrescenta à nossa teoria, que o arrebatamento acontecerá na "colheita dos últimos frutos": "Então, estando dois no campo, será levado um, e deixado o outro; Estando duas moendo no moinho, será levada uma, e deixada outra."

A colheita do vinho e do azeite tem lugar na Festa dos Tabernáculos. O vinho sempre é símbolo nas Escrituras de alegria no espírito de Deus, enquanto o azeite normalmente significa unção ou graça. Os Tabernáculos prefiguram a "colheita" dos santos, pois não haveria tempo mais oportuno para a alegria absoluta entre o povo de Deus, salvos pela graça, do que a ressurreição.


A Festa dos Tabernáculos lembra o crente em Cristo que seu corpo físico terrestre é apenas um tabernáculo temporário.


"PORQUE sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos de Deus um edifício, uma casa não feita por mãos, eterna, nos céus. E por isso também gememos, desejando ser revestidos da nossa habitação, que é do céu." ( 2 Coríntios 5:1)


O livro de Jó, o livro mais antigo na Bíblia, também descreve a transformação para a imortalidade, o próprio Jó declara uma ressurreição física:


"Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra. Vê-lo-ei, por mim mesmo, e os meus olhos, e não outros o contemplarão; e por isso os meus rins se consomem no meu interior."


Assim como Jesus foi transformado na Transfiguração, da mesma forma todos nós um dia seremos revestidos de imortalidade, (I Tes. 4:15-18). Este dia festivo no sétimo mês será cumprido no arrebatamento e glorificação dos santos de todas as eras.


As Duas Testemunhas de Apocalipse 11

NÃO Enoque, mas sim Moisés e Elias!


Resposta ao questionamento de um de nossos leitores:


>"as duas testemunhas de Apocalipse 11 - Por que não Enoque?

> considerando que a Bíblia declara que ao homem está ordenado morrer uma só vez eu realmente não consigo

> compreender como você pode achar que Moisés será uma das duas

> testemunhas. Eu entenderia que as duas testemunhas sejam Elias e Enoque

> já que nenhum dos dois provou morte. De toda forma acho sua informação

> bastante interessante."


Resposta:

Ao considerar as duas testemunhas de Apocalipse 11, olhe para a precedência Bíblica já definida! As duas testemunhas já foram associadas entres si nas Escrituras e eles inclusive são chamados pelos seus nomes - Moisés e Elias. Não deveria haver nenhuma confusão sobre quem é o companheiro de Elias quando se trata de ser uma testemunha - Elias e Moisés já apareceram juntos como testemunhas no Monte da Transfiguração.

Enoque sequer era um hebreu. É muito mais conveniente que Moisés apareça como testemunha no tempo da " angústia para Jacó ", quando Deus estará lidando com os filhos da aliança de Israel. Após Enoque ter sido “tomado”, ele não aparece na forma física, aos olhos humanos, como uma testemunha para nada em qualquer outro lugar da Bíblia. Parece que o trabalho de Enoque estava terminado.

Quanto ao argumento de "estar ordenado morrer uma vez só":

Enoque foi "tomado" por Deus, mas a tradição sustenta que ele sismplesmente foi levado para outro lugar, viveu seus dias e morreu, tal como Moisés.

Embora Moisés tenha morrido, ele apareceu como uma testemunha no monte da Transfiguração. Existe uma precedência Bíblica para a união de Elias e Moisés como as duas testemunhas. A Transfiguração de Jesus é um prenúncio de quando nós também seremos transfigurados quando formos reunidos juntos com Cristo.

Uma vez que há outras exceções para o entendimento contemporâneo do argumento de estar "ordenado morrer uma só vez", simplesmente deve haver um equívoco nessa passagem em particular.

Se olharmos para o Novo Testamento, houveram homens que foram RESSUCITADOS DOS MORTOS no tempo de Cristo. Certamente eles não continuaram vivendo, mas eventualmente morreram... Entre aqueles que morreram e foram ressuscitados no tempo de Cristo incluem-se não somente Lazáro em João 12:9, mas também uma pequena menina em Mateus 9:25, um homem morto em Lucas 7:13 e no momento da Expiação de Cristo na cruz – muitos:


"E Jesus, clamando outra vez com grande voz, rendeu o espírito. E eis que o véu do templo se rasgou em dois, de alto a baixo; e tremeu a terra, e fenderam-se as pedras; E abriram-se os sepulcros, e muitos corpos de santos que dormiam foram ressuscitados; E, saindo dos sepulcros, depois da ressurreição dele, entraram na cidade santa, e apareceram a muitos." - Mateus 27:50-53


O Novo Testamento está repleto de pessoas que "morreram uma vez" e foram ressuscitadas, apenas para morrerem novamente e esperar o Dia do Julgamento. Essa não é uma contradição dentro da Bíblia, mas uma interpretação equívoca sobre a passagem específica de Hebreus 9:27 "aos homens está ordenado morrerem uma vez."

Pode-se olhar para as duas testemunhas de Apocalipse 11 como sendo alusões ao arrebatamento no qual Moisés representa os "mortos em Cristo", que serão ressuscitados, e Elias refere-se àqueles "que permanecerão" vivos até a hora do arrebatamento.


Extraído e traduzido livremente de: http://www.mt.net/~watcher/bible.html

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