sexta-feira, 20 de junho de 2008

Tribulação, Arrebatamento & o Milênio.

a 70ª Semana de Daniel

Um estudo dos eventos que conduzem até o Armagedom, normalmente chamado de A Grande Tribulação ou o Tempo da Angústia de Jacó (uma vez que este período lida com Israel, Jerusalém e o templo de Jerusalém), parece mais relevante com a aproximação do Milênio. Tais ocorrências como a "Vinda do Anticristo", o restabelecimento do sacrifício do templo de Israel em Jerusalém, a "abominação da desolação" e a ressurreição dos mortos, são ressaltadas na profecia Bíblica. Mais especificamente no livro de Daniel. Daniel contém um cronograma profético que deve ser tomado literalmente (Daniel 8:26). Ao examinar a profecia dada a Daniel relativa à Tribulação, a 70ª Semana de Daniel, & a "Vinda do Anticristo", pode-se deduzir um cronograma exato mostrando as estações à espera do cumprimento profético. A cronologia da 70ª Semana de Daniel é coerente com o cumprimento profético de Deus dentro dos dias das Festas de Israel.


Profecia Bíblica - 360 dias por Ano.

Embora o calendário judaico moderno seja aproximadamente similar aos 365 dias do nosso calendário solar, os eventos da 70ª Semana de Daniel, como todo o cumprimento das profecias da Bíblia, acontecerá dentro dos bíblicos e proféticos 360 dias por ano.


"E ele firmará aliança com muitos por uma semana (7 anos); e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oblação; e sobre a asa das abominações virá o assolador, e isso até à consumação." - Daniel 9:27


A aliança tem de acontecer sobre o sacrifício do templo, se este estiver destruído quando ele (o anticristo), fizer o sacrifício cessar! O tratado de sete anos de Daniel 9:27, assinado entre Israel e o Anticristo, permite que o templo seja reconstruído. Isto exigirá não somente um reavivamento da tradição com o sacrifício do templo, mas a reintrodução do calendário no qual eles celebram seus dias festivos - um calendário Bíblico de 360 dias. Porém, quer os judeus observem ou não o calendário de dias festivos, Deus irá cumprir Sua profecia dentro de Seu próprio prazo profético.

Daniel 7:25 mostra que o poder do Anticristo sobre as nações durará três anos e meio Bíblicos. Apocalipse 13:5 & 11:2 mais adiante, descrevem este poder sobre as nações como consistindo em quarenta e dois meses, um total de 1.260 dias.


Simples Adição & Subtração

Considerando os 7 anos de Daniel. O tratado é igual a 2.520 dias, a "metade" desse período cai para os 1.260 dias. Mais adiante Daniel 12:11 descreve a linha de tempo da tribulação, "E desde o tempo em que o sacrifício contínuo for tirado, e posta a abominação desoladora, haverá mil duzentos e noventa dias." Isto acrescenta 30 dias ao final dos sete anos.


"Até quando durará a visão do sacrifício contínuo, e da transgressão assoladora, para que sejam entregues o santuário e o exército, a fim de serem pisados?" - Daniel 8:13


Ou seja, qual a duração combinada tanto do sacrifício regular no Monte do Templo, e o período de desolação?

"Por 2.300 noites e manhãs, (um dia judaico começa ao pôr-do-sol, uma noite e uma manhã fazem parte de um dia) e o santuário será purificado." - ênfase adicionada


Qual é a duração, então, do sacrifício regular - o período de tempo em que

será permitido aos judeus em Israel uma vez mais sacrificar no Monte do Templo em Jerusalém?


Sabemos a duração da abominação da desolação, 1.290 dias, e que esta irá começar exatamente a partir da metade dos 7 anos. Após 7 anos, 30 dias depois da assinatura do tratado, a desolação termina, de modo que tem que ser o ponto a partir do qual são contados 2.300 dias para trás. Se o período de 1.290 dias da desolação for subtraído da duração combinada do sacrifício e da desolação, 2.300 dias, restam 1.010 dias do início do sacrifício até sua interrupção. O período do sacrifício do templo dura 1.010 dias até o dia em que o Anticristo interrompe o sacrifício diário e pratica a abominação, na metade do tratado dos 7 anos, dia 1.260.

De acordo com a cronologia de Daniel, isto deixa 250 dias restantes do início do tratado de sete anos, para o verdadeiro início do sacrifício diário realizado pelos sacerdotes Levitas. Ou seja, uma vez que o tratado, permitindo novamente o início do sacrifício em Jerusalém, é assinado, haverá quase um ano - 250 dias - antes que o público veja de fato o sacrifício realizado. Por que haveria 250 dias entre o tratado que permite o sacrifício no templo e o início efetivo do sacrifício regular?

Existem exatamente 250 dias entre a Festa da Páscoa, 14º Nisan, e a Festa da Dedicação (Chanucá), 25º Kislev, em um ano de 360 dias.

[N.T.: Nisan é o primeiro mês do calendário judaico, e corresponde à março-abril do calendário gregoriano. Foi no 14º dia desse mês que Jesus comemorou a Páscoa judaica com os seus discípulos (Levítico 23:5-15, Êxodo 9:31 e 13:4) e em seguida instituiu a celebração de sua morte em prol da humanidade pecadora. - Fonte: Wikipedia]

[N.T.: Kislev é o terceiro mês do calendário civil e o nono mês do ano religioso do calendário hebraico. É um mês de Outono de 30 dias, exceto em anos "deficientes", quando tem 29 dias. Kislev normalmente ocorre em Novembro-Dezembro do calendário Gregoriano. - Fonte: Wikipedia]

A tipologia dos dias festivos aponta para a Páscoa, 14º Nisan, no primeiro mês do ano religioso, como a provável data de um tratado que restabelece o sacrifício no templo. Mesmo que o tratado da Páscoa permita eventualmente o início do sacrifício regular, os sacerdotes Levitas não podem subir o Monte do Templo até o 10º Tishrei, o Dia do Perdão, a fim de executar as cerimônias de limpeza necessárias de acordo com a lei Mosaica. É preciso lembrar que esta área têm servido de terreno baldio desde a queda de Jerusalém em 70 d.C. Durante as cruzadas o monte do templo foi de fato usado como um depósito de lixo!

Mesmo quando a área estiver limpa e corretamente preparada pelos sacerdotes, o sacrificio diário à Deus no monte do templo não começaria em qualquer dia. Tal evento importantissímo, assim como o primeiro sacrifício do templo há quase 2.000 anos em Israel, começaria adequadamente na Festa da Dedicação ou Chanucá, da mesma maneira que Judas Macabeus fez durante a mesma data na última vez em que o templo foi reconsagrado. Este dia festivo cai exatamente 250 dias após a Páscoa. Qualquer um fica maravilhado como Daniel escreve com fidelidade a profecia recebida, não admira que ele não tenha entendido a cronologia dos eventos, a festa de Chanucá nem mesmo existia em seus dias! Se a aliança do Anticristo começar na Páscoa no primeiro mês do ano religioso judaico, então de acordo com Daniel, 1260 dias depois, 3 anos e meio na "metade" do tratado de 7 anos, esta aliança seria quebrada durante a festa dos Tabernáculos (15º Tishrei), no primeiro mês do ano civil judaico.


"E desde o tempo em que o sacrifício contínuo for tirado,

e posta a abominação desoladora,

haverá mil duzentos e noventa dias.

Bem-aventurado o que espera

e chega até mil trezentos e trinta e cinco dias." - Daniel 12:11-12


Depois que a abominação da desolação é estabelecida na metade do tratado, a profecia de Daniel diz que a purificação do templo não ocorre até depois de 1.290 dias. Em seguida, é dito para Daniel esperar a fim de ser abençoado em um dia, 1.335 dias depois do ponto médio do tratado. Isto acrescenta uns 45 dias adicionais para o final dos 7 anos + 30 dias.

Se o ano religioso e o ano civil forem sobrepostos de modo que a Páscoa em abril, e o Dia do Perdão começem juntos, há 75 dias contados a partir do verdadeiro final do tratado de 7 anos. Significativamente, 75 dias é a mesma quantidade de tempo entre o dia da festa do Perdão Divino, quando o sumo sacerdote entra no Santo dos Santos, e a festa da Dedicação ou Chanucá.

Sete anos após o início da aliança do Anticristo, 2.520 dias depois da assinatura, começa mais uma vez a Páscoa. A Profecia nos diz que Jesus voltará nesse dia, ao término da batalha do Armagedom (Zacarias 14:4), no monte das Oliveiras.

Se a aliança do Anticristo começar no Pessach (Páscoa) no primeiro mês do ano religioso judaico, então 1.260 dias depois, na "metade" do tratado, esta seria rompida na véspera da Festa dos Tabernáculos (14º Tishrei), no primeiro mês do ano civil judaico.


Quando Tem Início a Grande Tribulação?

Sabemos que o tratado de Daniel, o tratado que dá início à 70ª Semana, ou Tribulação, é assinado na PRIMAVERA de algum ano. Ao Olhar para a profecia, podemos pelo menos saber a estação do ano em que a Tribulação começa.


O Significado Profético da Páscoa Judaica

Os dias festivos de Israel foram estabelecidos por Deus para anunciarem eventos futuros literais. Eles simbolizam o plano de Deus para salvação e foram colocados em sequência para corresponder com seu cumprimento literal no futuro. Se alguém estudar os eventos passados que já aconteceram nos dias de festa em Israel, descobrirá muitas pistas que apontam para tais dias festivos como datas para o cumprimento profético futuro.

A Festa da Páscoa aconteceu no Egito quando o anjo de Deus passou por cima dos filhos de Israel e feriu os primogenitos dos egípcios. Três dias depois no Mar Vermelho, na Festa das Primícias, os judeus atravessaram as águas divididas por Deus e chegaram seguros do outro lado, deixando de ser escravos de Faraó. Na Páscoa, aproximadamente em 32 d.C., o julgamento passou por cima dos eleitos e feriu o filho unigênito de Deus. Três dias depois, na Festa das Primícias (Pentecostes), Jesus ressucitou dos mortos e os eleitos atravessaram a pena de morte rumo à vida eterna.

A Tipologia Bíblica indica que a Festa da Páscoa cai no dia do Armagedom. O sinal do filho do homem passará sobre a Terra no 15º dia do mês de Nisan/abril. Israel entenderá que Jesus é seu verdadeiro messias e chorará sobre Ele, lembrando-se que durante a Páscoa, milhares de anos atrás, ele foi crucificado. Três dias depois, Jesus descerá sobre o monte das Oliveiras, dividindo-o ao meio. Os judeus atravessarão o vale entre a montanha para chegar em segurança aos portões de Jerusalém e, as forças do Anticristo serão então destruídas (Zacarias 14).

Como o sinal da vinda de Jesus cai na Páscoa pouco antes de Seu retorno, então a aliança entre Israel e o Anticristo, o início da 70ª Semana de Daniel (Dan. 9:27), cai na Páscoa 7 anos antes. Se a assinatura do tratado de 2.520 dias acontecer durante a Páscoa, o ponto médio, o 1.260º dia cai na véspera da Festa dos Tabernáculos.


Concepções equivocadas sobre o Arrebatamento

Sinto muito, a Igreja não será arrebatada antes da Tribulação!

Apocalipse 20:4-6 "E vi tronos; e assentaram-se sobre eles, e foi-lhes dado o poder de julgar; e vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus, e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta, nem a sua imagem, e não receberam o sinal em suas testas nem em suas mãos; e viveram, e reinaram com Cristo durante mil anos. Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram. Esta é a primeira ressurreição. Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte; mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele mil anos."


Esta passagem nos diz que os mártires da tribulação estarão entre aqueles "mortos em Cristo" que foram ressuscitados no arrebatamento. Segue-se, então, que o arrebatamento acontece algum tempo após o Anticristo iniciar a perseguição àqueles que não receberam sua marca.

A fim de insistirem na sua esperança de um arrebatamento "pré-tribulacionista", alguns autores cristãos pressupõem um segundo arrebatamento durante a tribulação que responderá pelos santos descritos em Apocalipse 20:4-6. Um arrebatamento "pré-tribulacionista" já teria removido os crentes antes da perseguição do Anticristo, assim de acordo com esta teoria, estes mártires da tribulação devem ser aqueles recém convertidos, que perderam o arrebatamento "pré-tribulacionista". Entretanto, não pode haver nenhum arrebatamento/ressurreição "pré-tribulação" e em seguida acontecer um "segundo arrebatamento/ressurreição" em algum ponto dentro da tribulação. Somos informados nitidamente que "ESTA é a primeira ressurreição", a ressurreição que INCLUI AQUELES SANTOS MARTIRIZADOS DURANTE a PERSEGUIÇÃO do ANTICRISTO. O restante dos mortos não vive novamente até depois dos mil anos.

A Bíblia não diz nada a respeito de três ressurreições dos mortos. Existem somente duas ressureições: a primeira ressurreição dos mortos em Cristo, que incluirá aqueles martirizados durante a perseguição do Anticristo, POIS esta acontece em algum momento após o anticristo chegar ao poder, e a ressurreição do restante dos mortos após o reinado milenar de Jesus Cristo.

Se alguém consegue superar os argumentos básicos de um arrebatamento "pré-tribulacionista", talvez nós do Corpo de Cristo possamos compor uma cronologia Bíblica dos tempos finais. Nosso ministério têm ouvido o argumento do "pré-tribulacionismo" muitas vezes e, as passagens bíblicas utilizadas para apoiar estes argumentos continuam pouco convincentes. Realmente adoraríamos acreditar com todo otimismo que seremos arrebatados antes do aparecimento do Anticristo... porém todos os argumentos para isto não fazem sentido.

Aqui estão alguns comentários típicos que recebemos, e nossa resposta:


"A palavra arrebatamento é usada somente uma vez na Bíblia descrevendo o que aconteceu à Filipe (Atos 8:39). Arrebatamento significa captura, ser raptado (de repente) e QUEDA. Muitos têm dito que haverá uma grande apostasia e comparam isso com o abondono da fé por parte de muitas pessoas. Homens e mulheres estão constantemente "caindo e levantando" na fé e isto é um sinal muito ambíguo para significar o fim. "


Resposta: Vamos apenas supor que aquele de nós no Corpo de Cristo, que usam o termo "arrebatamento", referen-se ao misterioso evento no qual os mortos em Cristo serão ressuscitados, e então os que estiverem vivos em Cristo serão arrebatados juntamente com eles nas nuvens para encontrarem-se com o Senhor nos ares, e todos nós receberemos corpos glorificados, incorruptíveis. Todos podemos concordar que as palavras "arrebatamento" e "apostasia" são bem diferentes em significado, e não deveriam ser usadas uma no lugar da outra. Se a Bíblia diz apostasia, significa apostasia.

A Bíblia é precisa e não usa a palavra apostasia em II Tessalonicenses para referir-se à uma simples "fraqueza" na fé de pessoas comuns religiosas e indecisas. A apostasia dos tempos finais será em grande escala. É quando um número enorme daqueles que se imaginavam cristãos, que afirmavam acreditar em Jesus Cristo, não SERÃO MAIS CAPAZES DE CRER EM JESUS E NA VERDADE DA BÍBLIA. De alguma maneira o engano dos tempos finais do Anticristo convencerá pessoas outrora religiosas à abandonar a verdade. Este abandono será dramático e final, não indeciso e súbito, não um esfriamento crescente e gradual na fé. Esta súbita negação em massa da verdade de Jesus Cristo PRECEDERÁ o arrebatamento. II Tessalonicenses fornece detalhes mais específicos do que vem ANTES DO ARREBATAMENTO.


II Tess 2:1

"ORA, irmãos, rogamo-vos, pela vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, e pela nossa reunião com ele, (o arrebatamento)... Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição, O qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus."


Esta passagem nos fala da "reunião" com Jesus, o arrebatamento, que não acontecerá até que duas outras coisas ocorram primeiro. Haverá o abandono - a apostasia, a dramática negação em massa da verdade da Palavra.

E mais importante, o arrebatamento não acontecerá até que AQUELE HOMEM DO PECADO seja REVELADO. O Anticristo chegará ao poder antes do arrebatamento. Ele assumirá o poder quando o tratado de Daniel for assinado - o tratado que lida específicamente com a reconstrução do templo em Jerusalém e o sacrifício diário. A tribulação tem início quando este tratado é assinado, assim a tribulação terá início antes do arrebatamento. Não pode haver nenhum arrebatamento pré-tribulação.


II Tess 2:6-11 "E agora vós sabeis o que o detém, para que a seu próprio tempo seja manifestado. Porque já o mistério da injustiça opera; somente há um que agora resiste até que do meio seja tirado; E então será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca, e aniquilará pelo esplendor da sua vinda; A esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira, E com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para se salvarem. E por isso Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira."


Muitos argumentarão que o Espírito Santo dentro do Corpo de Cristo é o que detém a vinda do Anticristo ao poder, e que a Igreja deve ser removida primeiro antes que tenha início a tribulação. Alguns até mesmo argumentam que os "santos" perseguidos durante a tribulação são judeus, não cristãos, pois a permanência do Espírito Santo na terra restringiria o governo contínuo do Anticristo. O livro do Apocalipse nos diz claramente que haverá cristãos, aqueles lavados no Sangue de Cristo, durante a Tribulação... portanto, ainda deve haver a presença do Espírito Santo e da Igreja durante o período da tribulação. O Espírito Santo não deve ser aquele que detém o Anticristo.

Um anjo se dirige à Daniel.


Daniel 10:12 "Então me disse: Não temas, Daniel, porque desde o primeiro dia em que aplicaste o teu coração a compreender e a humilhar-te perante o teu Deus, são ouvidas as tuas palavras; e eu vim por causa das tuas palavras. Mas o príncipe do reino da Pérsia me resistiu vinte e um dias, e eis que Miguel, um dos primeiros príncipes, veio para ajudar-me, e eu fiquei ali com os reis da Pérsia. Agora vim, para fazer-te entender o que há de acontecer ao teu povo nos derradeiros dias; porque a visão é ainda para muitos dias..."


Existem anjos associados à nações. Este anjo não era poderoso o bastante para atravessar a barreira dos anjos adversários que têm autoridade sobre o reino da Pérsia. Era necessário a intervenção do anjo Miguel para ajudar este mensageiro particular a passar pelos poderosos anjos rebeldes da Pérsia. Miguel é o anjo associado à Israel...ele tem autoridade sobre tudo o que acontece com relação à esta nação.

O Anticristo preparará seu reino em Israel e até mesmo profanará o templo em Jerusalém. Se um homem é capacitado pelo próprio Satanás a fazer tais coisas em Jerusalém, você não acha que o anjo de Israel, Miguel, saberia a respeito? Para que esta abominação aconteça a autoridade angelical sobre Israel terá que permitir... Miguel tem de dar um passo ao lado e deixar que isso ocorra. Miguel é o encarregado de "permitir e impedir", "deixar e restringir" tudo aquilo que seja de natureza espiritual com relação à Israel.

Miguel, e não o Espírito Santo dentro do Corpo de Cristo, é aquele que impede o Anticristo de chegar ao poder antes do tempo determinado por Deus. Quando estiver na hora da tribulação, o tempo de Angústia para Jacó, um tempo de dificuldade para Israel, Deus dará o sinal para Miguel dar um passo ao lado.


Daniel 12:1

"E NAQUELE tempo se levantará Miguel, o grande príncipe, que se levanta a favor dos filhos do teu povo, e haverá um tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo".


Outro argumento:

"O arrebatamento é a apostasia. Não somos destinados à Ira. Os santos cristãos não podem passar por qualquer parte da Tribulação, pois Jesus Cristo nos cobriu de toda a Ira que será determinada sobre esta Terra. A Tribulação, A Grande Tribulação, serão 7 anos de verdadeiro Inferno na Terra. A Igreja (do Senhor) é o corpo de Cristo. O corpo de Cristo já sofreu uma vez e tentar dizer que nós temos que passar por sequer um dia da tribulação de 7 anos, seria o mesmo que dizer que o que Jesus fez não foi suficiente para nos salvar, não é mesmo? Do contrário, então como é possível que nosso sofrimento ou perseguição não possa acrescentar nada à nossa salvação? Bem, não pode porque nada mais é necessário."


Resposta:

O Arrebatamento e a apostasia são duas coisas distintas. Não somos detinados à ira, mas observe que a ira de Deus não é despejada sobre a terra até Apocalipse 16. Muitas coisas terríveis acontecem durante a Tribulação antes do verdadeiro derramamento da ira de Deus... muito dano e perseguição pode sobrevir aos cristãos, as quais não podem ser consideradas "a ira de Deus." Não se nega o sacrifício de Cristo de maneira alguma ao dizer que a Igreja suportará perseguições e sofrimentos - olhe para os primeiros mártires cristãos! Claro que ninguém diz que o Corpo de Cristo precisa sofrer para ganhar a salvação, mas também ninguém disse que ser cristão seria como um piquenique. Por que não deveríamos sofrer tanto como a Igreja primitiva? Não somos melhores que eles. Eu oro para ter o mesmo tipo de coragem que estes cristãos tiveram no passado.

Naquele ponto da tribulação, durante a qual a própria ira de Deus é despejada, aí sim, seremos então arrebatados. Mesmo que não fôssemos arrebatados naquele ponto, ficaria óbvio quem recebeu a marca da besta e quem não recebeu - Deus seguramente seria capaz de delinear sobre quem despejar Sua ira. Ficou claro agora que o argumento dos "não destinados à ira" para um arrebatamento "pré-tribulacionista" não é convincente?


Apocalipse 16:1 - "E OUVI, vinda do templo, uma grande voz, que dizia aos sete anjos: Ide, e derramai sobre a terra as sete taças da ira de Deus."


Concepções errôneas comuns e "verdades" não bíblicas...

O que se entende por igreja? existe uma alma? onde Satanás habita?

Se você acredita que a Bíblia é a inspirada e infalível Palavra de Deus, então essa convicção o proíbe de formar qualquer doutrina religiosa contrária à ela. A Bíblia é a última e derradeira fonte para a religião cristã e Judaica. Com respeito às crenças cristãs, se não está escrito na Bíblia então não é verdade e não é de confiança

Com esta conclusão seguramente estabelecida, devemos investigar algumas das mentiras que muitos cristãos acreditam. Estas mentiras são amplamente ensinadas através da ignorância passada por gerações, mas que nunca existiram de fato na Bíblia.


MENTIRA nº 1, O significado da "IGREJA"

A palavra "igreja". Esta palavra não existe em qualquer manuscrito grego do Novo Testamento. Embora a palavra "igreja" realmente seja encontrada em Bíblias modernas isto é em parte devido à manipulação das primeiras traduções para a língua comum supervisionada pelos Católicos do Império romano. A palavra grega "ekklesia" é na verdade a palavra que têm sido substituída por "igreja."

A palavra ekklesia significa "chamados para fora" e é na verdade uma combinação de duas palavras gregas, "ek" que significa fora e "klaeo" que significa chamado. Ekklesia significa, portanto, aqueles que foram chamados da terra por Deus para Seu reino.

A palavra Igreja é a forma corrompida do grego "kuriakos" que significa pertencendo à Deus. A raiz para kuriakos é "kurios" que quer dizer simplesmente "supremo em autoridade."

Muitos não percebem que foram ludibriados e permanecem firmes na convicção que de alguma forma merecem mais do favor de Deus, simplesmente por frequentarem alguma estrutura ou lugar designado de reunião. O império romano conseguiu institucionalizar o que eles chamaram de Cristianismo, impedindo as massas de lerem a Bíblia. Declarando-se a "cabeça" da religião em vez de Cristo e fazendo com que os ignorantes se reunissem em lugares denominados por eles de igrejas, a mentira tornou-se tão poderosa que ainda é sentida hoje.

É fácil ver como a Igreja Católica, que a propósito significa "autoridade universal", controlou as massas e ocultou as Boas Novas. Você é convocado para fora do mundo, não importa onde estiver ou em que edifício você porventura esteja dentro. Qualquer ser humano com habilidade para leitura, pode comprar sua própria cópia de um bom dicionário grego com concordância a fim de provar isto por si mesmo.


MENTIRA nº 2, O QUE É E ONDE ESTÁ A "ALMA"

A alma. O que acontece quando você morre?

Resposta: você voltará à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás. Gênesis 3:19. Soa muito simples. Deus diz que os seres humanos são feito da terra e que voltaremos à terra. De onde então surgiu a convicção em corpo e alma separados na morte, o corpo voltando à terra e a alma indo para... sabe-se lá onde? Talvez a Bíblia deva ser examinada a fim de se encontrar mais respostas. Talvez mais idéias tenham surgido, para se acreditar que de alguma forma elas possuam suas origens em outro lugar além da Bíblia.

Por exemplo, o que Salomão, supostamente o homem mais sábio em toda a antiguidade, diz acontecer no momento da morte:


"Porque o que sucede aos filhos dos homens, isso mesmo também sucede aos animais, e lhes sucede a mesma coisa; como morre um, assim morre o outro; e todos têm o mesmo fôlego, e a vantagem dos homens sobre os animais não é nenhuma, porque todos são vaidade. Todos vão para um lugar; todos foram feitos do pó, e todos voltarão ao pó." - Eclesiastes 3:19-20


Novamente o assunto está claro, os homens voltam à terra. Na verdade eles morrem exatamente como os animais. Salomão continua dizendo, "Quem sabe que o fôlego do homem vai para cima, e que o fôlego dos animais vai para baixo da terra?"

Seguramente Salomão saberia a resposta para esta pergunta, caso fosse estabelecido na Bíblia que os homens possuem almas que saem do corpo para alguma outra dimensão na morte. A Bíblia permanece firme ao declarar que na morte o corpo volta ao pó, do qual foi feito, e o "fôlego", que estava nele, o deixa. Este fôlego, chamado "nephesh" em hebraico, também é traduzido corretamente como "criatura vivente." No entanto, a palavra nephesh foi traduzida por "alma" pelos tradutores ingleses em vez de "criatura vivente".

Por que a tradução incorreta? por que a confusão? A razão é mais uma vez muito simples, embora ao mesmo tempo diabolicamente engenhosa. Se os homens acreditam que possuem um aspecto destacável, etéreo e espiritual à eles, que é imortal - que necessidade eles têm de redenção?

Colocado de uma forma mais simples, a mensagem da salvação está distorcida e confusa.

Olhe para as coisas dessa maneira, Adão teria vivido para sempre se ele não tivesse pecado pois ele compartilhava do Espírito de Deus. Quando Jesus pagou o preço do pecado do homem, aqueles que aceitaram Seu presente, uma vez mais, recebem o Espírito de Deus que Adão perdeu.

Se alguém acredita que o homem já tem uma "alma" ou "espírito" (hoje em dia pouca distinção é feita entre os dois), o acréscimo do Espírito de Deus nessa pessoa perde seu significado e poder.

Isto é o que se entende pelas palavras de Jesus concernentes a "nascer de novo".

Quando as pessoas são nascidas, eles entram no mundo não tendo estado lá antes. Quando esses indivíduos nascem novamente do "Espírito", recebem em si mesmos o que não estava lá antes.

Jesus disse isto de forma tão clara, que é incrível que qualquer um possa aderir à noção de que os homens possuem "fantasmas", que vagam após a morte.


"O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito." João 3:6.


Além disso, a palavra grega usada para espírito em João é "pneuma" que significa uma corrente de ar, que tem o mesmo significado da palavra hebraica para Espírito Santo, "ruach."

Ao longo de todo o Novo Testamento "pneuma" é usado para se referir ao Espírito Santo. Em contrapartida, a palavra grega usada para denotar a vida humana é "psuche" que tem o mesmo significado do hebraico "nephesh", criatura vivente.

Neste momento o fervoroso estudante da Bíblia provavelmente irá perguntar, "por que o próprio Jesus contou a história do homem rico e Lázaro?" Você pode ler essa história em Lucas 16:19-31, depois, preste bastante atenção ao que o historiador judeu Flavio Josefo escreveu para corrirgir os gregos com respeito à convicção deles no Inferno.


"Agora a respeito do Hades, onde as almas dos justos e injustos estão detidas, é necessário falar disto. O Hades é um lugar no mundo não completamente terminado; uma região subterrânea.... Esta região está dividida como um lugar de custódia para as almas, onde os anjos são designados como guardiães, os quais distribuem castigos temporários, de acordo com o comportamento e modos de cada um... há uma descida para esta região, em cujo portão nós, ou seja... "os Fariseus", acreditam que existe um arcanjo de pé com uma multidão em frente ao portão, quando estes o atravessam, são conduzidos abaixo pelos anjos designados para suas almas... até uma região de luz na qual os justos têm habitado desde o princípio do mundo.. enquanto eles aguardam pelo descanso e nova vida eterna nos céus que sucederá esta região. Chamamos este lugar de "O Seio de Abraão."

Mas quanto aos injustos, eles são arrastados pelos anjos em direção às cercanias do inferno; os quais, quando dificultam as coisas, ouvem continuamente o barulho do mesmo e não conseguem se distanciar do vapor quente, "do lago de fogo", eles são atingidos por uma expectativa pavorosa de um julgamento futuro, e por meio disso com efeito são punidos: e não somente isso, mas quando vêem o lugar dos pais e dos justos, mesmo assim ainda são punidos por isso; pois um abismo grande e profundo existe entre eles; de tal modo que um homem que sinta compaixão por eles não consegue ser admitido do outro lado, nem alguém que é injusto, quer ele fosse corajoso o bastante para tentar isso, conseguiria atravessar o abismo." - Extraído do discurso de Flávio Josefo aos gregos relativo ao Hades.


Flávio Josefo foi um historiador judeu que viveu durante o tempo de Jesus Cristo. Ele era um Fariseu, filho de um sacerdote bem educado nos sistemas de crenças do Sanedrin (Sinédrio).

O relato de Josefo sobre o lugar para onde as almas dos homens vão após a morte é uma forma híbrida da crença grega no Hades.

Isto é o que todos os Fariseus acreditavam. Estas foram as mesmas pessoas a quem Jesus contou a história de Lázaro e do homem rico. Com seus próprios entendimentos deficientes sobre a vida após a morte, Jesus os condenou. A verdade é, que quando um homem morre, ele aguarda por uma ressurreição física (veja 1 tessalonicenses). O profeta Daniel espera por sua vez, Dan.12:13. Jó espera por sua vez no futuro, Jó 19:25-27. Assim o fazem todos os homens.


MENTIRA nº 3, Quem, O Que é e Onde está Satanás

Muitos acreditam na visão não-Bíblica de que Satanás e seus anjos vivem no inferno. Jesus chama Satanás de o "príncipe deste mundo." O apóstolo Paulo diz que ele é o "príncipe das potestades do ar." O fato é que, Satanás e seus rebeldes anjos invisíveis vivem acima e ao redor de nossa terra, não em algum abismo subterrâneo. Há a menção de alguns anjos rebeldes que têm sido retidos na terra até o tempo da grande tribulação, mas eles são casos especiais, resultado da corrupção dos filhos de Adão encontrados em Gênesis 6 durante o dilúvio. Isto é fácil de corrigir se a pessoa buscar na Bíblia. As palavras para inferno estão erradas. Existe um lugar reservado para o julgamento, não há dúvida quanto a isso, mas até que alguém vá para lá em nosso tempo, esse lugar ainda não está preparado.


As quatro palavras para inferno são:

* "Seol" o poço ou sepultura.

* "Geena" vale de Hinon ao sul de Jerusalém onde o lixo era despejado e queimado.

* "Hades" o qual já foi explicado.

* "Tártaro" o mais profundo abismo do Hades


Estas palavras foram traduzidas por "inferno" no inglês e são metáforas para o julgamento que espera aqueles que ignoram e se rebelam contra as Boa Novas da salvação. Em parte alguma da Bíblia está escrito que o diabo e seus demônios residem nesse lugar.

As Escrituras dizem que ELES vivem em nossos céus.


Retirado e traduzido livremente de: http://www.mt.net/~watcher/week.html

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Alguém interessado nos diversos aspectos proféticos concernentes à vindoura Nova Ordem Mundial, porém usando como critério a infalível e eterna Palavra de Deus.